Adultização de crianças, infantilização de adultos: o drama dos drogados por telas Nesta semana, O vídeo, que se tornou viral em poucas horas, expôs aquilo que todos os que possuem redes sociais já viram e, se têm um pingo de moral funcional, se assustaram em silêncio ou com murmúrios sem efeito. As redes estão cheias de pedófilos e de pessoas que sofrem de sérios distúrbios sexuais. Acho que, a esta altura do campeonato, não é segredo para mais ninguém. Se Freud tinha ou não razão quanto ao motor das ações humanas ser o sexo, é fato que as redes sociais exponenciam isso ao extremo, normalizando o absurdo de crianças seminuas dançando músicas abertamente sexuais ante o mundo inteiro. Parece-me que todos aqueles vícios que, de maneira privada são cultuados, abundam nas redes sociais, ganhando contornos amplificados e histriônicos. Hoje, com apenas alguns cliques, sites pornográficos podem ser acessados, e, as mais bizarras formas de coito assistidas como a uma série da Netflix. Pais ou Estado, quem deve agir primeiro? Defender as crianças e adolescentes desse terreno hostil, hipersexualizado, parece-me ser uma daquelas pouquíssimas pautas comuns na política atual, o que diferencia são os meios para tal defesa efetiva. Então ‒ nos diria um leitor afoito ‒, devemos apoiar a regulamentação das redes sociais. Correto? Não. Já é óbvio demais que a “regulamentação das redes” proposta pelos socialistas não passa de uma terminologia fofa para “censura daqueles de quem o sistema não gosta”. Devemos voltar a dar aos responsáveis os deveres que são deles por natureza antes de chamar o papai Estado. A primazia da segurança das crianças e dos adolescentes é dos pais e responsáveis, e, se eles falham nisso de forma aberrante, como no caso da Kamylinha, então esses pais e responsáveis devem ser responsabilizados junto aos aliciadores. Não deve ser papel primário do Estado proibir um adolescente de frequentar um prostíbulo, ou não deixar crianças expostas a filmes adultos, nem mesmo vigiar aqueles vizinhos suspeitos que parecem buscar proximidade excessiva com elas. O que afirmo é que, o dever de cuidar da prole não é primariamente do Estado, pois o Estado não tem que ser pai, deve ser gerente jurídico, político e militar de nações, e não de crianças. O que está ocorrendo gradualmente na sociedade contemporânea é alienação do dever orgânico da paternidade ao Estado, e quando mais um problema surge nesse seio, como o da adultização e sensualização juvenil nas redes, novamente espera-se do Estado a solução punitiva e restritiva sem que se corrija a raiz do problema: a falta de responsabilidade parental. Concordo, porém, que o Estado deva cobrar restrições reais à sexualização infantil na internet, pois, se não é seu dever primário educar e restringir cada criança, é, sim, seu dever punir redes sociais negligentes por permitirem conteúdos sensuais e até sexuais de crianças e adolescentes em suas plataformas. Não podemos permitir que, sob uma retórica de liberdade individual e de expressão, um conglomerado tech aceite que crianças sejam expostas, seminuas, em vitrines virtuais públicas a um bando de abutres sexuais que se alimentam de forma viciosa de conteúdos desse tipo. O que se espera do Estado é uma atuação técnico-jurídica, não ideológica, não política, mas voltada para a defesa central da infância. O que se defende na regulamentação midiática lulista é a própria criminalização de opiniões, por outra via, o que vejo como responsabilidade do Estado é a cobrança jurídica das plataformas por mecanismos de afastamento infanto-juvenil de conteúdos sexualizados. Há uma diferença abissal no que eu defendo e no que o governo Lula quer, que fique claro. No entanto, mesmo defendendo um papel para o Estado no enfrentamento desse problema, acredito antes que haja uma hierarquia de responsabilidades que passa primeiro pelas famílias, depois pelas plataformas e, por fim, pelo Estado. Mudar tal cadeia de enfrentamento não trará efeitos desejados, apenas embaçará o debate e afastará soluções efetivas e duradouras. A infantilização parental Segundo o ‒ uma escala que transforma usos individuais das redes sociais em fenômeno de comportamento coletivo oficial. E ainda na pesquisa atualizada do DataReportal, deste ano de 2025, somente no Brasil são mais de 144 milhões de pessoas com identidades ativas nas diversas redes sociais. E é aqui que esbarramos em um dos problemas ignorados nesse debate: a dependência contumaz dos adultos em redes sociais. Os pais, aqueles que deveriam ser a primeira e mais importante barreira para esse mal da sexualização infantil nas redes, são tão viciados e mesquinhos ante a tecnologia quanto os seus filhos. Quando não são eles próprios a exporem suas crias nas estufas de tarados das redes sociais. Outro aspecto ignorado ‒, mas que anda junto à adultização de crianças e adolescentes ‒ é a infantilização e a mediocridade psicológica normatizada dos adultos. Pais e mães passam horas consumindo reels e postagens nas redes, alienando e, por vezes, terceirizando seus deveres de pais em troca de doses de serotonina digital. Muitos deles, assumindo a tentativa de se tornarem influencers e criadores de conteúdo, sob o custo da privacidade familiar, saúde mental dos filhos etc. As redes estão tornando os adultos em indivíduos fúteis, de mentalidades e posturas rasas; de dancinhas em dancinhas, passam horas a fio sem produzir, educar e sem terem contato humanizado com seus filhos, os quais, muitas vezes, vendo seus esteios de homem e mulher afogados e drogados em seus smartphones, se drogam eles mesmos no mesmo crack digital. Jonathan Haidt, em A Geração Ansiosa (Companhia das Letras), mostrou-nos como a geração hiperconectada do pós-2000 está crescendo idiotizada, sem práticas sociais, sem interações factuais, e, consequentemente, sem o básico amadurecimento psicológico através dos conflitos e ações reais; os pais, por sua via, estão se tornando frívolos, sem capacidade de correção efetiva, optando pela distração e pelo entretenimento que cala os filhos numa tela de vícios, em vez do convívio e do trato real do diálogo franco. O problema disso não é somente o visível advento de adolescentes toscos e inaptos à vivência social, mas também o surgimento de pais que estão se tornando adultos incapazes de responderem às responsabilidades inatas da paternidade, sem condição psicológica alguma de serem alicerces e a “mão que torce o chuchu”, hoje as suas mãos estão apenas rolando o feed. Três dicas para enfrentar o problema Para finalizar, quero deixar três dicas preciosas que obtive de leituras extensas sobre o tema ‒ esse assunto vem tomando boa parte da minha atenção nos últimos dois anos. Para tais dicas, indico antes três livros essenciais, o livro acima citado, A Geração Ansiosa de Haidt; A Fábrica de Cretinos Digitais (Vestígio), de Michel Desmurget; e Insanidade Digital (Alta Cult), de Nicholas Kardaras. A melhor maneira de proteger seus filhos é: primeiro, não sendo você, pai ou mãe, um utilizador compulsivo e irresponsável das redes. Seus filhos, consciente ou inconscientemente, absorvem, repetem e adquirem posturas e ideias daqueles que convivem com eles, principalmente os pais; se seus maiores bastiões são viciados e irresponsáveis ante as tecnologias, dificilmente eles serão diferentes. Segundo, crianças não devem ter redes sociais, pois crianças não têm os básicos freios morais definidos e nem a capacidade de julgar ‒ à plena luz dos fatos ‒ o que é certo e errado em interações digitais, elas tendem a se deixar levar pelo comum, e o comum nas redes não é sempre ‒ como esta semana percebemos ‒ o correto e o sadio. Terceiro, seu filho adolescente também não precisa necessariamente de uma rede social, pois ainda que ele possa estar mais desenvolvido com relação às suas ideias e princípios, posturas e responsabilidades, ainda não tem todos os parâmetros definidos em sua psique; adolescentes tendem a ser impulsivos e inconsequentes, e as redes sociais podem amplificar certas tendências danosas, que vão do suicídio, depressão e depravação, sem falar de doutrinação ideológica e de demais extremismos de todas as vertentes. As redes criam e nutrem bolhas de pertencimento, e adolescentes tendem a buscar aceitação a todo custo em tais grupos, eles se moldam mentalmente, modificam posturas e marginalizam o senso comum e a moralidade, tornando-se, por vezes, cada vez mais radicais à medida que os algoritmos entregam mais conteúdos retroafirmativos e pessoas de sua bolha incentivam sua radicalidade como forma de fidelidade e, paradoxalmente, “independência”. Em suma, acredito que tudo passa a se perder no momento em que os pais proíbem os filhos de terem Instagram e Tik Tok, porém eles mesmos passam quatro ou cinco horas diárias vendo mulheres e homens rebolando nos reels e rolando a timeline, perdem horas infindáveis disputando suas opiniões políticas, achando que o essencial da existência corre em torno de suas intervenções digitais, e não ao redor da mesa de jantar com sua família. Dos pais, se espera antes o exemplo, a coerência e o diálogo franco, no mínimo. Anacronicamente demonizar as plataformas antes de verificar se fomos bons pais e educadores dentro de casa, está aí uma atualização contemporânea da velha tática do bode expiatório que busca vingar nossa culpa primária. O Instagram não vigiou corretamente, é verdade, mas o filho é teu. Onde você estava? Leia também: , artigo publicado na Edição 283 da Revista Oeste O post .
Preço do café moído cai depois de 18 meses de alta, diz IBGE O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira, 12, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. teve queda de 1,01%, trajetória que não ocorria no país há mais de um ano. Nos 18 meses anteriores, o preço do café acumulou alta de 99,46%, praticamente dobrando. Com o recuo de julho, o produto acumula alta de 41,46% no ano. Em 12 meses, o índice é de 70,51%. A inflação anual coloca o café como o segundo item com maior impacto na alta do IPCA no período. A commodity fica atrás apenas das carnes, que subiram 23,34%. Café: queda se deve à safra, diz pesquisador O gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, explicou que a queda no preço do café em julho relaciona-se principalmente à safra do produto. O movimento não teria vínculo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A tributação entrou em vigor no dia 6 de agosto. “Os números são de julho, quando já começava a colheita e havia maior oferta no campo. Assim, esse aumento na oferta pode ter provocado a queda nos preços”, afirmou Gonçalves. Com a colheita, a maior disponibilidade de café no mercado reduz a pressão da demanda sobre os preços, provocando desse modo o recuo no valor. Da mesma forma, esse efeito se projeta a partir do tarifaço, caso os produtores brasileiros não consigam direcionar suas exportações para outros países. “O aumento da oferta tende a reduzir preços”, explica o analista do IBGE. A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) atribui a alta do café nos 18 meses anteriores a fatores como eventos climáticos que prejudicaram a safra e a maior demanda mundial, sob influência principalmente do aumento do consumo na China. + Leia mais notícias de na Oeste O post .
Zelensky diz que Ucrânia não vai aceitar acordo firmado por EUA e Rússia O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, descartou reconhecer qualquer acordo firmado entre e Rússia sobre o conflito no Leste Europeu. De acordo com o líder ucraniano, isso pode ocorrer caso Kiev não participe diretamente das conversas agendadas para a próxima sexta-feira, 15, no Alasca. + Leia mais notícias de em Oeste O encontro, que reunirá os presidentes , busca discutir alternativas para encerrar a invasão russa que começou em 2022. Zelensky está pessimista em relação ao fim da guerra Nas redes sociais, Zelensky afirmou que “o exército russo não está se preparando para encerrar a guerra”. “Pelo contrário, eles fazem movimentos que indicam preparativos para novas operações." Anteriormente, Zelensky afirmou que “é impossível falar sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, e ninguém reconhecerá isso”. “A conversa pode ser importante para as relações bilaterais [Rússia-EUA], mas não podem decidir nada sobre nós sem nós”, afirmou o presidente ucraniano, conforme informou o site Metrópoles. “Espero que o presidente dos EUA entenda isso e leve em consideração.” Zelensky já havia manifestado desconfiança, na segunda-feira 11, quanto ao compromisso de Putin com possíveis soluções pacíficas. O líder ucraniano avalia que o Kremlin pretende tirar vantagem política do diálogo com Trump, sem demonstrar sinais concretos de busca por paz. Ainda segundo o Metrópoles, informações de inteligência mostram que Moscou prioriza a preparação de ataques, e não um cessar-fogo imediato. Isso aumentaria o ceticismo de Kiev sobre as intenções russas. Exclusão da Ucrânia e movimentações diplomáticas A Casa Branca, por sua vez, afirmou que Trump está disposto a dialogar separadamente com Putin e Zelensky. O Kremlin confirmou que pretende tratar de uma solução de longo prazo e sugeriu que novo encontro seja realizado em solo russo. image Presidente da Rússia, Vladimir Putin | Foto: Reprodução/Flickr Autoridades da Rússia criticaram a tentativa de Kiev de antecipar negociações diretas. Enquanto isso, a aproximação entre Washington e Moscou se intensificou depois de uma reunião de três horas entre Steve Witkoff, enviado especial de Trump, e Putin, na busca por alternativas para o impasse. O Alasca foi escolhido como palco das negociações por ser considerado um local seguro para Putin, que enfrenta ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional. O post .
Tribunal suspende programa de escola cívico-militar de Zema O conselheiro Adonias Monteiro, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), determinou a suspensão do programa de escolas cívico-militares implementado pelo governador . A medida atinge tanto a consulta a 728 escolas sobre a adesão ao modelo quanto a continuidade do projeto em nove unidades estaduais a partir do próximo ano. + Leia mais notícias de em Oeste O conselheiro justificou a decisão apontando a ausência de legislação estadual específica e de previsão orçamentária adequada para o funcionamento do programa. Monteiro comparou a situação à de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde as Assembleias Legislativas aprovaram leis estaduais, mas mencionou que o modelo enfrenta cinco ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Conselheiro do TCE atendeu a um pedido do PT A decisão do conselheiro atende a uma representação feita pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) e será submetida ao plenário do tribunal nesta quarta-feira, 13. A deputada comemorou a decisão. Segundo ela, o programa teria apenas o objetivo de "atender às aspirações eleitorais". Até o momento, o governo mineiro não se manifestou publicamente sobre a suspensão. A consulta às escolas estava interrompida devido às férias escolares, com previsão de retomada neste mês, segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares. Leia também: , artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 278 da Revista Oeste Na proposta do governo Romeu Zema, profissionais da educação continuariam responsáveis pelo ensino, enquanto militares atuariam na mediação de conflitos e na disciplina. O modelo, porém, é alvo de críticas por parte dos professores, que questionam a capacitação dos agentes. Em Goiás, um levantamento apontou percepção positiva sobre a segurança nas escolas cívico-militares. Vice-governador ironizou suspensão das escolas cívico-militares O vice-governador Mateus Simões (Novo), pré-candidato à sucessão de Zema, comentou a decisão de forma irônica. "A única coisa que está acontecendo é uma oitiva dos alunos, famílias e professores [sobre a adesão ao programa], não há transformação automática", disse Simões. "Aparentemente, nós vamos ter que delegar ao Tribunal de Contas a administração do Estado." Nos documentos encaminhados ao tribunal, o governo mineiro alegou que uma lei estadual de 2019 prevê o compartilhamento de responsabilidades entre a Secretaria de Educação e militares para promover a paz nas escolas. Monteiro rebateu o argumento, destacando que o programa precisa ser regulamentado por lei formal específica. Orçamento Sobre os custos, o governo afirmou que o impacto seria "irrisório", pois envolveria militares da reserva, e o pagamento adicional ficaria a cargo das corporações de origem. O conselheiro, por outro lado, destacou que o programa prevê o uso de recursos orçamentários destinados a outra iniciativa, de gestão privada das escolas, já suspensa pelo TCE-MG. O post .
Deputado aciona TCU para barrar Anielle Franco em conselho de empresa ligada ao BB O deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP) protocolou no Tribunal de Contas da União (TCU) uma representação para barrar a nomeação da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, ao Conselho de Administração da Alelo, empresa controlada pelo Banco do Brasil (BB) e pelo Bradesco.  O parlamentar alega que a indicação de Anielle Franco fere a Lei das Estatais e o Estatuto dos Servidores Públicos, que proíbem ministros de Estado de exercer cargos de direção em sociedades privadas ligadas ao poder público. + Leia mais notícias de em Oeste <img src="https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2025/08/Leonardo-Siqueira.jpeg" alt="Leonardo Siqueira"/>O deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP) quer que o TCU investigue a indicação | Foto: Divulgação/Rodrigo Romeo De acordo com Siqueira, a vaga no conselho da Alelo permitiria que a ministra acumulasse, além do salário de R$ 46,3 mil no ministério, um adicional de até R$ 15 mil mensais.  “Como se o salário de R$ 46,3 mil de ministra não fosse suficiente, Anielle Franco foi indicada para o Conselho de Administração da Alelo, controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco, para receber mais até R$ 15 mil por mês”, afirmou. “A Lei das Estatais e o Estatuto dos Servidores proíbem esse tipo de indicação para evitar conflito de interesses. Mas aqui a regra foi claramente ignorada.” Pedido de investigação da indicação de Anielle Franco A Alelo atua no setor de benefícios corporativos e gestão de despesas, com produtos como cartões de alimentação, transporte, cultura e saúde. A indicação da ministra foi feita pelo BB, e recebeu aval da Comissão de Ética Pública (CEP), que avaliou não haver incompatibilidade, desde que Anielle se abstenha de usar informações privilegiadas ou participar de decisões ministeriais que envolvam a empresa. O deputado, no entanto, cita precedentes e questiona a decisão. Em 2023, Anielle ocupou cargo semelhante no conselho da Tupy, por indicação da BNDESPar, sem autorização prévia da CEP — situação regularizada apenas após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  Para Siqueira, a nova indicação é “um exemplo clássico de uso político de posições que deveriam ser preenchidas por critérios técnicos”. Na representação, o deputado pede que o TCU suspenda a nomeação, investigue possível conflito de interesses e acione o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União. Ele sustenta que “o país tem milhares de técnicos qualificados para ocupar funções estratégicas” e que “não é papel de ministro acumular cargos em empresas com participação estatal”. O documento também aponta que a nomeação violaria princípios constitucionais da impessoalidade e moralidade administrativa, além da Lei nº 12.813/2013, que trata de conflito de interesses.  “A alegação de que a ministra se afastará de decisões que envolvam a empresa não afasta, por si só, o potencial de influência recíproca entre as funções”, diz a peça. O post .
Motta, sobre casos de exploração sexual infantil: ‘Infância perdida não se recupera’ O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez um discurso para abrir a ordem do dia no plenário nesta terça-feira, 12, no qual disse ser necessário agir com “urgência” para proteger crianças e adolescentes no Brasil. + Motta deu a declaração depois de ter assistido a um vídeo que expôs casos de exploração sexual e “adultização” precoce de crianças nas redes sociais — produzido pelo influenciador Felipe Bressanim Pereira, mais conhecido como Felca. “Uma infância perdida não se recupera”, afirmou o presidente. “Uma criança ferida carrega essa marca para sempre. Proteger a infância não é um favor, é um dever. Um dever que antecede partidos, ideologias, disputas. Um dever que antecede a própria política.” O presidente relatou que a reação ao conteúdo não foi como autoridade, mas como pai: “Eu sou pai de duas crianças, e ao ver aquelas imagens, a minha primeira reação não foi política, foi humana”. “Foi de um pai que se pergunta: que mundo estamos entregando para os nossos filhos?”, refletiu.  + Segundo Motta, as imagens mostravam “crianças expostas a conteúdos eróticos, crianças usadas, crianças abusadas” — um retrato que classificou como “uma ferida aberta no Brasil”. Motta afirmou que a proteção à infância é uma pauta “inadiável” e que não pode ser tratada como um tema comum na agenda legislativa. “Existem matérias urgentes e existem matérias mais do que urgentes: elas são incontornáveis, obrigações morais de qualquer civilização que se pretenda digna desse nome”, acrescentou. Motta anuncia ações sobre casos de exploração sexual infantil Como encaminhamento, o presidente na Câmara anunciou que ainda esta semana será criado um grupo de trabalho composto por parlamentares e especialistas para, em até 30 dias, apresentar “o mais avançado e efetivo projeto de lei” voltado à proteção das crianças. Além disso, na próxima quarta-feira, 13, será realizada uma comissão geral no plenário da Câmara, abrindo espaço para que todos os deputados e convidados indicados pelas lideranças partidárias participem do debate: “Queremos ser o mais amplos possível, já que existem mais de 60 projetos protocolados sobre o tema”.  “Não vamos nos restringir a uma ou outra proposta”, analisou. “Vamos ouvir especialistas, parlamentares e a sociedade para termos a melhor proposta possível para o país, sem ideologias e sem politizações.” + Leia mais notícias de em Oeste Motta também aproveitou para anunciar outras pautas prioritárias para o segundo semestre legislativo, como a PEC da Segurança Pública, o Plano Nacional de Educação, a Reforma Administrativa, a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a regulamentação da inteligência artificial, o trabalho por aplicativo e o combate a fraudes no INSS. “Avançaremos sempre com muito diálogo e equilíbrio, o Brasil não pode parar”, afirmou. O post .
Avião russo sancionado pelos EUA pousa em Brasília O Aeroporto Internacional de Brasília recebeu, no último domingo, 10, o avião de carga russo Ilyushin IL-76. Poderia ser mais uma aterrissagem normal, não fosse o fato de a aeronave pertencer à Aviacon Zitotrans. A empresa integra a lista de sanções dos Estados Unidos desde 2023. O cargueiro saiu de Moscou e fez escalas durante o trajeto até o Brasil. + Leia mais notícias de em Oeste Segundo informações do site Metrópoles, o pouso pode agravar ainda mais a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O governo de Donald Trump tem aplicado sanções ao país. Uma delas é a punição com base na . Outra é o tarifaço — taxas de 50% sobre os produtos brasileiros exportados aos EUA. Motivo das sanções dos Estados Unidos A Aviacon foi incluída nas sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros norte-americano por transportar cargas para a . Segundo o Metrópoles, o cargueiro que aterrissou em Brasília está registrado sob a matrícula civil AZS1705. O avião segue no Aeroporto Juscelino Kubitschek, com decolagem prevista para esta quarta-feira, 13. O que diz a FAB O conteúdo transportado não foi detalhado pela Força Aérea Brasileira (FAB), que afirmou que apenas o operador do voo tem acesso às informações da carga. “Nosso trabalho é controlar o espaço aéreo, não a carga”, explicou um integrante da cúpula da FAB ao Metrópoles. Leia mais: , artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 250 da Revista Oeste Militares brasileiros também afirmaram que não há relação do pouso com operações conjuntas entre Brasil e Rússia. Ainda de acordo com o Metrópoles, diplomatas do Itamaraty disseram que não existe ilegalidade no recebimento da aeronave, pois a sanção é uma imposição dos EUA, e não do Brasil. O post .
Plano para tarifaço sai na quarta, diz governo O ministro da Casa Civil, impuseram a produtos brasileiros. Na segunda-feira 11, integrantes do governo se reuniram para alinhar os últimos detalhes do pacote de apoio às empresas mais vulneráveis ao tarifaço. A expectativa inicial era principalmente divulgar as medidas no mesmo dia, mas o governo não conseguiu mais uma vez seguir o planejamento. Governo corre contra o tempo por causa de Lula Segundo Costa, ele voltaria a conversar com o presidente Lula da Silva ainda nesta terça-feira para fechar a decisão. A agenda oficial previa uma reunião entre o chefe do Executivo e o ministro ainda no período da manhã. “Não posso antecipar porque ele ainda não tomou a decisão final. Só depois que bater o martelo é que poderemos anunciar as medidas”. Fontes do governo informaram que uma nova reunião sobre o plano de contingência ocorreria no final da tarde desta terça-feira. O governo corre contra o tempo, sobretudo porque precisa administrar o impasse tarifário com a agenda de Lula. O presidente marcou viagens para esta quinta, 14, e sexta, 15. Assim, ganhou força a especulação de que o anúncio ocorra na quarta. O Palácio do Planalto confirmou que o presidente vai viajar para Pernambuco na quinta-feira, 14. No Estado, ele vai participar de uma cerimônia sobre investimentos do governo em periferias, favelas e comunidades urbanas. A agenda de sexta ainda segue sem divulgação. Na parte da manhã, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, comentou da mesma forma o tema do tarifaço. Em audiência na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) do Senado, ela disse que alguns pontos ainda exigiam debate antes do anúncio. “Houve uma reunião ontem até tarde. Alguns detalhes ainda não estavam absolutamente claros, até porque as coisas estão acontecendo”. + Leia mais notícias de na Oeste O post .
Venda de sentenças: filha de desembargador ocultou R$ 1,8 milhão em propinas A Polícia Federal identificou que a filha adotiva do desembargador João Ferreira Filho, do https://www.tjmt.jus.br/ , foi usada para ocultar R$ 1,8 milhão em propinas ligadas à venda de sentenças, segundo relatório enviado às autoridades. Apontada como responsável por repasses suspeitos, Alice Terezinha Artuso teve afastamento do cargo, bloqueio de bens e quebra de sigilo determinados pelo ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça. Maria de Lourdes, mulher de Ferreira Filho e funcionária do TJMT, também foi afastada e teve dados financeiros abertos. Ambas estão proibidas de viajar ao exterior ou entrar no tribunal. O desembargador está afastado desde agosto de 2024 e responde a processo administrativo disciplinar. A PF afirma que Alice atuava como "laranja" do magistrado, recebendo R$ 1,8 milhão de uma empresa agropecuária ligada ao advogado Roberto Zampieri, intermediador de negociações e assassinado em dezembro de 2023 em Cuiabá. O papel da filha adotiva do desembargador no esquema de venda de sentenças <img src="https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2025/02/Justica-TJMT.jpeg"/>Sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso | Foto: TJMT/Divulgação Alice pagou 42 boletos a uma empresa imobiliária, totalizando cerca de R$ 875 mil, sem possuir imóveis em seu nome. Em janeiro de 2023, quitou boleto de R$ 275,3 mil para uma empresa de imóveis em nome de Ferreira Filho. Entre maio e novembro de 2023, depositou R$ 23,8 mil em sua conta e repassou o mesmo valor ao magistrado. Em abril, quitou outro boleto de R$ 22,8 mil e transferiu R$ 67 mil para Maria de Lourdes. Também pagou R$ 25 mil a uma concessionária por parte de uma Harley Davidson para o desembargador, sem histórico de compra de motos. Conversas no celular de Zampieri indicam proximidade e pagamento de vantagens indevidas para decisões judiciais. A PF aponta gastos incompatíveis com a renda de Ferreira Filho, como média mensal de R$ 113 mil no cartão de crédito em 2023 e imóveis não declarados no imposto de renda. + Leia mais notícias do em Oeste Para a Polícia Federal, há provas de que o magistrado recebeu propinas e usou Alice e Maria de Lourdes para ocultar os valores, configurando corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A Corregedoria Nacional de Justiça classificou o caso como "gravíssimos elementos indiciários" de que Ferreira Filho auferiu vantagem indevida e dissimulou o produto ilícito por meio de terceiros. Leia também: , reportagem publicada na Edição 242 da Revista Oeste O post .
Ministério Público investiga denúncia de rachadinha que mira ex-aliada de Janones A Procuradoria da República em Uberlândia (MG) investiga um suposto esquema de rachadinha que envolveria a prefeita de Ituiutaba, Leandra Guedes, O caso chegou à Justiça pelas mãos de Priscilla Barro, que ocupou cargos de relevância na gestão Leandra, entre julho de 2022 e novembro de 2024. Priscilla acabou exonerada do cargo mais recente que tinha, por divergências internas. "Fui coagida a participar de um esquema de rachadinha institucionalizado na prefeitura, que consiste na devolução forçada de parte do salário recebido por diversos servidores comissionados, como condição para manter seus cargos", disse ela. "As devoluções ocorriam poucos dias após o pagamento dos salários, sempre sob ameaça velada ou direta de exoneração." Conforme Priscilla, no período, o montante total entregue a funcionários da prefeitura chegaria a pouco mais de R$ 70 mil. Priscilla foi assessora do Desenvolvimento Social da cidade, titular do Desenvolvimento Econômico e Turismo e também a número 2 da Educação. Documentos aos quais a reportagem teve acesso mostram saques mensais em caixas eletrônicos de quantias que variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Procurada por Oeste, a prefeita disse que desconhece a denúncia e que ainda não foi intimada. André Janones já respondeu por rachadinha <img src="https://medias.revistaoeste.com/wp-content/uploads/2023/12/jj.jpeg" alt="rachadinha deputado André Janones"/>Ituiutaba é reduto eleitoral de Janones | Foto: Reprodução/Instagram @andrejanones Em março deste ano, o ministro Luiz Fux, do https://portal.stf.jus.br/ homologou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre a Procuradoria-Geral da República e Janones. No ANPP, e aceitou pagar mais de R$ 100 mil para evitar um processo criminal. O inquérito investigava Janones e assessores parlamentares por peculato, crime que consiste no desvio de recursos públicos. Segundo o Ministério Público, Janones teria ainda utilizado um cartão de crédito de um assessor para pagar despesas pessoais, sem reembolsá-lo. O caso ocorreu entre 2019 e 2020. Leia também: , reportagem publicada na Edição 282 da Revista Oeste O post .