Medidas contra Bolsonaro são uma prisão domiciliar, diz deputada
As medidas medidas restritivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são, na prática, uma "prisão domiciliar", na opinião da deputada federal Rosana Valle (PL-SP), aliada do ex-presidente.
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"As medidas impostas são severas, desproporcionais e caracterizam perseguição política", afirma a deputada a Oeste.
Entre as determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), realizadas pela Polícia Federal (PF), estão o uso de tornozeleira, proibição de utilização das redes sociais, de sair à noite e de contato com o filho, Eduardo Bolsonaro.
Para ela, as medidas têm relação com a alta das tarifas e as críticas ao governo e ao Judiciário brasileiros feitas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, no último dia 9.
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já vinha sendo investigado por suposta tentativa de golpe, entre outros, mas Rosana tem convicção de que o processo se acelerou nos últimos dias.
No rastro do uso político que, segundo ela, do uso político que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez dele.
"O discurso populista do presidente da República, na última quinta-feira 17, foi praticamente um desafio aberto aos EUA", destacou a parlamentar. "As medidas do STF que vieram logo depois contra o ex-presidente Bolsonaro fazem parte do pacote."
Ela ressalta que o objetivo do governo, enfraquecido, é mobilizar a militância que estava desanimada com os péssimos índices de popularidade da atual gestão.
"Lula encontrou uma tábua de salvação ao criar um discurso nacionalista de mentirinha, que encontrou eco nos admiradores da esquerda", acusou a deputada. "Agora vamos ver a reação dos EUA a esse jogo petista."
Ela considera que o ministro Alexandre de Moraes ultrapassou, mais uma vez, os limites institucionais ao tentar transformar um "aliado histórico, como os EUA, do presidente Donald Trump, em inimigo."
"A verdadeira ameaça à soberania está no ativismo judicial, no desrespeito ao devido processo legal e na perseguição de adversários políticos sob o pretexto de proteger a Democracia."
Ela acredita que o governo de Lula tem desafiado

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, o que, para a deputada, é uma atitude muito arriscado.
"A posição do presidente Lula muito nos preocupa", afirma Rosana. "Ao invés de conciliar, ele desafia, ignorando os preceitos básicos da diplomacia internacional. Lula usa essa crise como palanque político, investe nos discursos ideológicos sobre soberania nacional que o PT sempre renegou."
Este tipo de postura, segundo ela, é perigosa para o país, além de ineficiente.
"Essa retórica desonesta não resolve o problema e ainda pode prejudicar as relações internacionais do Brasil, colocando o país em uma situação comprometedora junto às principais democracias do mundo."
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Rosana ainda tem a esperança de que este episódio não conduza o país a uma crise de grandes proporções. Um dos caminhos, segundo ela, é a conscientização, por parte do governo, de que a necessidade de negociar é urgente.
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"Espero que o governo Lula retome a sanidade e sente para negociação com os EUA, sem bravatas nacionalistas, com diplomacia, para, assim, resolver a questão das tarifas, como outros países fizeram."
A partir disso, ela acredita que a própria sociedade civil contribua para que o panorama seja modificado.
"Espero que empresários e trabalhadores do país não sejam penalizados pelo extremismo da esquerda que hoje governa o Brasil", destaca a parlamentar.
"A verdade sempre encontra caminho. O povo não tolera injustiça por muito tempo. As instituições precisam ser reconduzidas aos seus papéis legítimos."
Integrantes do PL em reunião virtual, nesta sexta-feira, decidiram que vão intensificar a pressão, por meio do Legislativo, para evitar a prisão de Bolsonaro. A ideia é insistir na aprovação de uma anistia "ampla, geral e irrestrita".
Além disso, buscarão aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões monocráticas.
"Espero que o ex-presidente Bolsonaro tenha um julgamento justo", afirma Rosana. "Bolsonaro não está só. Somos milhões ao lado dele. Vamos continuar lutando com firmeza, coragem e fé, pela liberdade, pela democracia e pelo futuro do nosso país."
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