As ondas de rádio geradas pelos eventos solares levam entre oito a dez minutos para percorrer o espaço entre o sol e a terra, já os efeitos da eletrização ocorrem em várias horas depois das emissões, estes eventos são mais lentos demorando horas para chegar a terra. https://paragraph.com/@pu3osi/interferencia-solar-na-transmissao-de-radio
A Mercadoria da Ilusão: Privacidade Simbólica e Valor no Capitalismo Digital Chama atenção o fato de as corretoras não utilizarem o modo de privacidade nas criptomoedas Zcash, Dash e em qualquer outra que possua essa função de forma opcional. Se o usuário tenta acionar o modo “privado” nessas moedas dentro das corretoras, simplesmente não consegue. image Nesse sentido, a história recente das criptomoedas revela um fenômeno curioso: as moedas que mais crescem em valor não são as que melhor cumprem o ideal original de soberania e anonimato. Pelo contrário, são justamente as que imitam a aparência da privacidade sem ameaçar o olhar regulatório. Dash e Zcash, entre outras, subiram vertiginosamente, enquanto Monero — a única moeda de privacidade real — manteve sua trajetória discreta, silenciosa e coerente. Essa inversão de valor — em que o simulacro supera o original — não é anômala: é o padrão do capitalismo digital especulativo. Num ambiente em que tudo se transforma em narrativa, o que vale não é o que é verdadeiro, mas o que parece ser. A privacidade, no contexto tecnológico contemporâneo, já não é mais um direito, mas uma experiência vendável. O usuário não busca a invisibilidade — busca a sensação de invisibilidade. Da mesma forma, o mercado não quer o anonimato total, mas um anonimato administrável: suficiente para criar a ilusão de liberdade, mas não tanto que escape ao controle estatal e corporativo. Zcash e Dash ocupam exatamente esse espaço simbólico. São tecnologias que preservam a estética da autonomia — um verniz de rebeldia calculada — enquanto mantêm estruturas compatíveis com a vigilância e a conformidade regulatória. Para o investidor, cumprem o papel psicológico de “proteger” sua liberdade; para o regulador, são uma forma de controle travestida de escolha. O comportamento coletivo do mercado cripto reflete uma dinâmica teatral: a multidão atua como se acreditasse na narrativa de soberania, enquanto o sistema financeiro observa e lucra com a encenação. Nessa peça, Monero representa o personagem incômodo — o único que não segue o roteiro — e, por isso, é isolado, censurado ou simplesmente ignorado. Mas o público prefere o espetáculo previsível à verdade desconfortável. E, como em todo espetáculo, o que importa é a emoção que provoca, não o conteúdo que carrega. Zcash e Dash são personagens convenientes nesse drama: suas valorizações reafirmam o mito de que a privacidade ainda é possível — desde que devidamente autorizada. Jean Baudrillard talvez dissesse que as privacy coins tornaram-se simulacros da resistência: cópias de uma ideia original que já não existe no mundo social. O que se vende agora é o signo da privacidade, não sua substância. E o mercado recompensa justamente esse signo, porque ele se encaixa nas exigências emocionais do investidor e nas fronteiras institucionais do sistema. A privacidade, assim, foi convertida em mercadoria simbólica — algo que pode ser possuído, exibido e precificado, sem que precise ser real. Monero permanece à margem desse teatro porque não pode ser assimilado. Sua estrutura é incompatível com o olhar panóptico que domina as finanças digitais. Ela não promete transparência, não busca aprovação e não oferece “narrativa”. É um artefato de coerência em um ambiente de conveniência. Por isso, seu valor não se expressa em explosões especulativas, mas em sobrevivência silenciosa. Monero não precisa de marketing: basta que funcione — e funcione fora do alcance do poder. No fim, todos ganham algo nessa arquitetura da aparência, com narrativas de privacidade parcial e a rejeição da privacidade real, ao negar a importância da Monero (XMR): O investidor sente-se livre. O regulador sente-se seguro. O mercado sente-se dinâmico. O único perdedor é o conceito de liberdade, substituído por sua imitação vendável. Mas isso, paradoxalmente, é o que sustenta o ciclo econômico: o consumo contínuo de símbolos, não de realidades. A privacidade deixou de ser uma prática — tornou-se uma marca. E, enquanto isso for suficiente para a maioria, Zcash, Dash e qualquer outra narrativa de privacidade parcial continuarão a ganhar preço, mesmo sem valor real de liberdade. É importante observar que a tecnologia da Zcash é muito boa — está lá, plenamente funcional. Mas não é usada pelas corretoras. Já o Dash utiliza um misturador opcional, que ajuda a ofuscar as transações. Ambas funcionam, mas apenas se houver interesse das corretoras; caso contrário, todas as transações são transparentes — e, com isso, sem privacidade. Na prática, Monero tem a privacidade como padrão estrutural: não há como escolher deixar de usá-la. Não é uma privacidade apenas nominal, mas uma ferramenta para quem deseja garantias reais. As corretoras não podem decidir — se operam com Monero, a privacidade é inerente ao protocolo. Algo que, ao que parece, não interessa a quem busca conforto e a mera sensação de privacidade.
Controlar máquinas com a mente tornou-se realidade e a evolução tem sido surpreendente. Em 2003 a previsão dos cientistas era de 2 anos para os primeiros implantes cerebrais que permitiriam o controle de próteses por pessoas com alguma deficiência. Esta convicção surgiu após testes com macacos onde os animais controlaram um braço robótico usando apenas seus pensamentos. https://paragraph.com/@pu3osi/o-surgimento-do-capacete-cerebral
Desde 2000, cerca de 1,7 milhão de empregos na manufatura foram substituídos por robôs, com cada robô substituindo em média 1,6 trabalhadores em indústrias específicas. Apesar das demissões, estudos da OECD e Brookings indicam que a automação também cria novas funções técnicas; desde 1980, a criação de trabalho tecnológico compensou parte das perdas, embora em ritmo mais lento. https://paragraph.com/@pu3osi/desemprego-ocasionado-por-maquinas