Homem atira várias vezes dentro de hotel e mulher fica ferida no interior de SP; VÍDEO image Suspeito fugiu a pé após o crime que aconteceu em Araraquara (SP) na noite de quinta-feira (5). Polícia Civil investiga a motivação. Homem atira várias vezes dentro de hotel e mulher fica ferida em Araraquara Um homem atirou várias vezes dentro de um hotel de Araraquara (SP) na noite de quinta-feira (5) e depois fugiu. 📲 Participe do canal do g1 São Carlos e Araraquara no WhatsApp Uma mulher que estava no local ficou ferida. Segundo a Polícia Civil, ela foi socorrida, recebeu atendimento médico e já teve alta. O crime aconteceu na Vila Suconasa por volta das 21h30. De acordo com a polícia, o suspeito chegou ao local em um carro que era dirigido por outra pessoa. Homem atira várias vezes dentro de hotel e mulher fica ferida em Araraquara Arquivo pessoal Mais notícias da região: GERAÇÕES DE MULHERES: família do interior de SP tem até tetravó viva SAÚDE: Polícia investiga morte de bebê de 1 ano em hospital de Porto Ferreira; mãe vê negligência ROTA DO ARRAIÁ: Confira lista de festas juninas de São Carlos, Araraquara e região O atirador entrou no hotel, caminhou pelo saguão até a porta do refeitório e efetuou vários disparos contra alguém que estava no local. A polícia acredita que a mulher atingida não era o alvo do atirador. O suspeito voltou para o carro, mas como não conseguiu abrir a porta fugiu a pé. A pessoa que dirigia o veículo também fugiu. A polícia já ouviu testemunhas que estavam no hotel, mas a identidade do atirador e a motivação do crime ainda são desconhecidas. O caso vai ser investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara. Homem atira várias vezes dentro de hotel e mulher fica ferida em Araraquara Arquivo pessoal REVEJA VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara
Homem é condenado a mais de 6 anos de prisão por desmatamento na maior reserva de Araucárias do mundo image Crime ambiental ocorreu na Terra Indígena Mangueirinha, localizada no sudoeste do Paraná. Um homem foi condenado a 6 anos, 10 meses e 22 dias de prisão em regime fechado por desmatar ilegalmente uma área de 157,9 hectares de floresta com araucárias dentro da Terra Indígena (TI) Mangueirinha, localizada no sudoeste do Paraná. A decisão é da Justiça Federal e cabe recurso. O desmatamento ocorreu em dezembro de 2024. O réu, que não é indígena, foi preso em flagrante durante uma fiscalização no interior da reserva. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele estava acompanhado de um indígena que conseguiu fugir. ✅ Siga o g1 PR no Instagram ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A TI Mangueirinha ocupa uma área de 17.240 hectares e é habitada há séculos por povos Kaingang e Guarani Mbya. A terra abrange os municípios de Chopinzinho, Coronel Vivida e Mangueirinha, às margens do Rio Iguaçu. É considerada o maior remanescente de floresta de araucária do Brasil, com espécies ameaçadas de extinção. A Araucária é uma espécie ameaçada de extinção Serviço Florestal Brasileiro Ainda durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva devido aos antecedentes do acusado, que já havia sido investigado por outros crimes ambientais na mesma região. Segundo os autos do processo, fiscais do Ibama e peritos da Polícia Federal relataram que a área vinha sendo explorada de forma contínua e agressiva, com envolvimento de indígenas e não indígenas. Imagens de satélite georreferenciadas foram utilizadas como provas. Durante o julgamento, foi destacado que o réu atuava há décadas no local com desmatamento e que sua participação ajudou a ampliar o dano ambiental em uma área protegida por lei. A condenação foi baseada nos artigos 38-A, 48 e 50-A da Lei nº 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Devido à reincidência, o cumprimento da pena deverá ocorrer em regime fechado. Leia também: Tratado de Itaipu: Entenda o que está em jogo para o Brasil e Paraguai em renegociação sobre excedente de energia Apucarana: Idoso se envolve em briga em fila de caixa eletrônico e morre após levar soco Vídeo: temporais, ventania e queda de granizo causam estragos no Paraná Maior araucária já registrada no Paraná revive depois de tombar VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Oeste e Sudoeste.
MP cancela acordo com casal de influenciadores investigado por esquema de rifas pela internet no RS; dupla foi presa por descumprir ordem judicial image Gladison Pieri e Pâmela Pavão firmaram acordo para não serem processados. Segundo a Polícia Civil, o casal vinha desrespeitando decisões judiciais desde que foram alvo de operação em 2024. Gladison Pieri e Pamela Pavão, influenciadores presos durante operação contra rifas virtuais ilegais Reprodução O Ministério Público (MP) solicitou à Justiça o cancelamento de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) que havia sido firmado com um casal de influenciadores digitais de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, após a dupla ter sido presa preventivamente por descumprimento de ordem judicial na última quarta-feira (4). Gladison Pieri e Pâmela Pavão respondem pelos crimes de exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro. A investigação da polícia civil indica que eles sorteavam casas, apartamentos, motocicletas, motos aquáticas, dinheiro, carros e procedimentos estéticos por meio de rifas na internet, o que é ilegal. Entenda abaixo. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Conforme o MP, houve três reuniões com o advogado do casal para verificar "uma alternativa ao processo criminal sobre golpe de rifas virtuais que estavam envolvidos", mas as tratativas foram suspensas. "Houve uma alteração de rumo em razão de vídeos nas redes sociais, especialmente envolvendo foguetório e casamento, fatos em que o casal é investigado e que chegaram ao conhecimento da 3ª Delegacia de Polícia da cidade. Com isso, houve a reabertura da investigação após ser constatada a ocorrência de diversas atividades ilícitas, cuja referência específica resta inviável neste momento, em razão do sigilo judicial", conta o promotor de justiça Tiago Moreira. O advogado que defende o casal, André Callegari, disse ao g1 que "a defesa foi pega de surpresa pela manifestação do Ministério Público, pois não havia tido acesso aos autos em face do sigilo das cautelares". "Após o cumprimento das cautelares, a defesa verificou que parte da continuidade da investigação, mesmo com o processo suspenso, nada mais é do que uma repetição do que já havia sido relatado pela autoridade policial inicialmente, inclusive com um dos fatos relatados arquivados pelo MP por ausência de comprovação. Quanto 'aos novos fatos criminosos', uma análise mais profunda demonstraria claramente a ausência de participação do casal", disse. Com o cancelamento do ANPP, o promotor de justiça aguarda a conclusão da nova investigação da Polícia Civil para decidir se oferece ou não denúncia contra o casal à Justiça. Caso decida por denunciá-los, eles serão formalmente acusados dos crimes e, se a Justiça aceitar a denúncia, eles começarão a ser julgados. Ordens judiciais desrespeitadas Conforme a Polícia Civil, os dois influenciadores vinham desrespeitando decisões judiciais desde que foram alvos de uma operação que aconteceu em 2024. Eles chegaram a ser presos uma primeira vez, mas foram soltos sob algumas condições impostas pela Justiça, entre elas, deixar de fazer uso de redes sociais na internet. No entanto, a polícia afirma que os dois teriam continuado promovendo rifas e sorteios por meio de um "perfil de laranja" nas redes sociais. Foi identificado, durante investigação, um perfil de um amigo do casal que na verdade estaria na titularidade de Gladison Pierri. ➡️ A palavra "laranja", sozinha, pode ser empregada para definir alguém que assume uma função ou responsabilidade no papel, mas não na prática. Isso significa dizer que o laranja cede seu nome, com ou sem consentimento, para uso de outra pessoa. O termo, nesses casos, aparece geralmente em investigações policiais sobre fraudes. O que é um ANPP O ANPP é um acordo entre o MP e uma pessoa investigada para evitar o processo judicial: uma alternativa ao processo penal tradicional que é aplicada em casos de crimes menos graves, quando "não houve violência ou grave ameaça" e a pena é inferior a quatro anos de prisão. O acordo é celebrado antes do início da ação penal e só passa a valer após avaliação de um juiz. O esquema O casal de influenciadores Gladison Pieri e Pâmela Pavão investigados por crimes contra a economia popular, jogos de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa Reprodução Conforme a legislação brasileira, rifas virtuais são ilegais. Exceto caso haja uma autorização expressa do Ministério da Fazenda, todo e qualquer tipo de sorteio, seja envolvendo rifa ou qualquer outro jogo de azar, é tido como um "ato ilícito". Geralmente, há permissão para causas filantrópicas, mas apenas de prêmio e brindes – não de dinheiro. Além disso, a investigação policial aponta que, até 2023, o dinheiro pago pelo público interessado nas rifas ia direto para as contas do casal, o que é irregular. A partir de 2024, a dupla teria contratado uma "empresa de título de capitalização". Só que, por lei, os títulos precisavam estar vinculados a uma entidade beneficente, explica a Polícia Civil. O casal teria tentado dar legitimidade ao esquema ao associar as rifas a uma empresa de títulos de capitalização. O sistema adotado teria sido o "filantropia premiável", em que parte da arrecadação das rifas deveria ser destinada a uma instituição social. No papel, 33,4% do valor arrecadado iria para uma ONG. No entanto, a investigação apontou que o projeto recebia apenas 2,4%, enquanto o restante voltava para os influenciadores, por meio de contratos de publicidade. "Para nossa surpresa, a empresa capitalizadora, que é a maior especialista no assunto dentre todas as partes envolvidas, protagonizou a negociação que terminou por deixar apenas 2,4%, ao invés de 33,4% do faturamento bruto com as rifas para a filantropia", afirma o delegado Filipe Bringhenti. Por fim, a polícia aponta para a prática do crime de lavagem de dinheiro. Os valores arrecadados com as rifas, segundo a investigação, seriam misturados com o faturamento de empresas do casal, voltadas à prestação de serviços e também à venda de produtos paralelos. Casal suspeito de golpe da rifa vivia em apartamento de luxo em Balneário Camboriú VÍDEOS: Tudo sobre o RS
Fazendenses podem parcelar seus débitos com a Prefeitura e evitar o protesto image O Protesto e posterior Execução são medidas obrigatórias que seguem a Legislação Federal e é uma exigência do Tribunal de Contas do Estado. Os fazendenses que ainda não regularizaram seus débitos com a Prefeitura de Fazenda Rio Grande podem procurar a Divisão de Arrecadação para parcelar suas dívidas com o município e evitarem que suas dívidas sigam para Protesto. Divulgação/Prefeitura FRG O Protesto e posterior Execução são medidas obrigatórias que seguem a Legislação Federal e é uma exigência do Tribunal de Contas do Estado. O não cumprimento por parte da Prefeitura pode acarretar em penalizações ao município no recebimento de Recursos. O cidadão que tem débitos com a administração municipal pode ir diretamente ao atendimento da Divisão de Arrecadação, na Rua Macedônia, 315, sem necessidade de agendamento, das 8h às 11h30 e das 13h às 16h30, e parcelar suas dívidas. Só com o parcelamento, o contribuinte já evita que a dívida avance para cobrança e que seu nome seja incluído em ferramentas de proteção ao crédito. Divulgação/Prefeitura FRG Essa ação já está vigente desde o dia 06/03/2025 e nos próximos dias, a administração municipal passa a encaminhar os débitos para o Cartório de Protestos de Títulos e para o Poder Judiciário através de Execução Fiscal. Então faz-se necessário a regularização por parte do cidadão o quanto antes. O cidadão que tiver dívidas ativas terá seu nome incluído nos sistemas de proteção ao crédito, como o SPC e SERASA, seguindo as novas diretrizes da Lei. Ou seja, quem tiver dívidas ativas com o município terá dificuldade em conseguir crédito, tanto em entidades financeiras, quanto no comércio em geral. Divulgação/Prefeitura FRG Portanto, caso esteja com algum débito com o município, não perca mais essa oportunidade de regularizar sua situação e evitar ter seu nome e CPF/CNPJ comprometidos.
Alunos se mobilizam para evitar desmonte de escola de música em Votorantim image Alunos e responsáveis fizeram protestos e até participaram de reuniões com a prefeitura. Pasta alega que existem muitos valores investidos na área cultural da cidade que não estão sendo utilizados e serão remanejados. Mais de 60 pessoas estiveram em protesto contra o desmonte da Escola de Música de Votorantim Ana Paula Penteado/Arquivo pessoal Um grupo de alunos da Escola de Música de Votorantim (EMV) tenta evitar o desmonte da unidade e preservar a cultura, educação, arte e preservação de uma história de quase uma década. Segundo os estudantes, o contrato de aluguel do prédio atual vence em julho e não há nenhuma informação sobre o futuro das aulas. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp A EMV "Maestro Nilson Lombardi", que fica na Avenida São João, no Jardim Icatu, é uma instituição pública e gratuita, mantida pela prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, desde 16 de junho de 2016. O ensino é destinado a pessoas que buscam iniciar uma carreira musical, mas também a músicos que desejam outro tipo de formação. O assunto do desmonte da unidade começou a ser discutido entre os alunos depois de alguns deles perceberem que não foram abertas inscrições para novos cursos nos próximos semestres. Ao g1, uma das estudantes de canto lírico da EMV, Ana Paula Penteado, de 26 anos, que estuda na unidade desde 2023, contou que a preocupação com o futuro da unidade aumentou nos últimos dias. "Sabemos que o contrato de aluguel do prédio atual vence em julho, o que levantou preocupações sobre o futuro da instituição e qual seria sua nova sede. Na última quinta (29), junto com o prefeito, dez alunos e cinco pais se reuniram em busca de esclarecimentos. Durante a conversa, foi mencionado por ele a possibilidade de fechamento da escola, o que gerou ainda mais preocupação entre estudantes, pais e professores", disse. Alunos e representantes da EMV em reunião com o prefeito Weber Manga (Republicanos) em Votorantim (SP) Ana Paula Penteado/Arquivo pessoal Segundo a estudante, o secretário de Cultura também anunciou a intenção de dispersar os cursos da EMV em diferentes locais da cidade, o que, segundo ela, inviabilizaria o funcionamento da escola, principalmente pelo impacto negativo de deslocamento de alunos, pais e professores, que teriam sua rotina prejudicada. Além deste problema, outra situação enfrentada pelos alunos são as condições do prédio atual, que não estão atendendo as demandas da prática artística. As salas precisam de boa acústica, além de estarem preparadas para receber instrumentos. Também há casos frequentes de infiltração e mofo. "A cultura também é educação e precisamos de verba. A prefeitura não nos dá retorno e nenhum posicionamento. Conversamos com vereadores e formalizamos nossas preocupações por meio de um requerimento oficial, que foi aceito pela Câmara Municipal", acrescentou a jovem. Pais e alunos da Escola de Música de Votorantim durante protesto Ana Paula Penteado/Arquivo pessoal Protesto contra o desmonte No dia 31 de maio, Ana, outros alunos e os pais organizaram uma manifestação contra o desmonte da EMV. Cerca de 60 pessoas saíram da frente da escola, desceram a avenida e foram até uma feira que é realizada aos sábados em frente à Praça Lecy de Campos. A iniciativa buscou destacar que a escola oferece acesso gratuito a música, inclusão social e oportunidades para centenas de pessoas que são apaixonadas pela arte. "A escola representa uma oportunidade de carreira profissional na música. Se não fosse ela, eu não teria acesso aos professores tão capacitados e com grande prestígio. É um orgulho participar desse projeto e representar a cidade de Votorantim para o Brasil", disse Deborah Sá Fortes de Oliveira, aluna, de 33 anos, da turma de violoncelo. Os estudantes também criara uma petição online intitulada "Salvem a Escola de Música Municipal de Votorantim Maestro Nilson Lombardi". Até a última atualização desta reportagem, a petição somava 1.325 assinaturas. Saiba mais neste link. Alunos da Escola de Música de Votorantim (EMV) protestaram contra desmonte Arquivo pessoal Remanejamento orçamentário O g1 questionou a prefeitura sobre a situação da escola, se ela realmente será fechada ou se terá aulas distribuídas, quais medidas serão tomadas e de que forma a administração planeja remanejar as aulas da escola. No entanto, a pasta retornou apenas com uma nota apresentando uma justificativa técnica sobre o remanejamento orçamentário, que vai interferir nas verbas destinadas a educação e cultura. São cerca de R$ 9,6 milhões que serão destinados à Secretaria de Educação. "O remanejamento de recursos para a Secretaria de Educação tem como principal objetivo assegurar a continuidade e a plena execução dos serviços educacionais no município. Cabe destacar que, ao assumir a gestão, encontramos um cenário financeiro crítico, com déficit orçamentário herdado da administração anterior, que sequer deixou recursos suficientes em caixa para o pagamento da folha salarial dos profissionais da educação", alega. A pasta destaca que as medidas devem garantir a manutenção das atividades, com os recurso sendo destinados majoritariamente a materiais de consumo, que incluem despesas essenciais para o funcionamento das unidades escolares, como materiais didáticos, itens de limpeza e higiene, materiais pedagógicos e equipamentos de suporte, além de contratos de serviços essenciais ao funcionamento da rede. Fachada da Prefeitura de Votorantim (SP) Prefeitura de Votorantim/Divulgação Se estes valores não fosse devidamente alocados, de acordo com a nota, haveria grandes impactos na qualidade dos serviços prestados no município, principalmente em serviços assistenciais de crianças em situação de vulnerabilidade. "A definição das dotações a serem remanejadas obedeceu a critérios técnicos, considerando a baixa execução orçamentária dos últimos exercícios em algumas secretarias, especialmente no caso da cultura, onde há, comprovadamente, valores expressivos acumulados sem utilização desde 2023." "Para ilustrar, o Fundo Municipal de Cultura encerrou o exercício de 2024 com saldo bancário superior a R$ 836 mil, chegando a R$ 870 mil em maio de 2025, além de saldo orçamentário não utilizado em exercícios anteriores. A mesma situação ocorre com recursos específicos da Lei Aldir Blanc, que permanecem parcialmente parados desde 2023 no importe de R$ 960 mil, totalizando em saldo na conta da Secretaria de Cultura e Turismo no importe de R$ 1,7 milhões", acrescenta o documento. Segundo a prefeitura, os cortes não representam prejuízo às atividades das secretarias, pois foram considerados projetos com execução prorrogada, inutilizada ou que ainda não tinham um cronograma de execução. A prefeitura também informou que já está formalizando convênios com entidades locais para garantir a destinação e utilização desses recursos que estavam sem uso, em especial da Lei Aldir Blanc, com assinatura de convênios prevista para os próximos dias, para utilizar recursos que estão parados em conta desde 2023 sem qualquer justificativa. A pasta reitera que não houve a retirada de recursos das secretarias de Educação, Esportes ou Cultura para inviabilizar as suas atividades. As metas estão asseguradas e a administração já possui um planejamento para uma eventual recomposição orçamentária. A nota finaliza declarando que a prefeitura tem autorização para realizar remanejamentos de até 15% do total das despesas previstas na Lei Orçamentária Anual, por meio de decreto. Atualmente, o percentual está em 4,79%. "Todas as movimentações seguem estritamente os princípios de equilíbrio orçamentário e responsabilidade fiscal. [...] Por fim, reforçamos que as decisões orçamentárias adotadas pela atual gestão visam a garantir o equilíbrio das contas públicas e assegurar a continuidade dos serviços essenciais à população de Votorantim, sempre com responsabilidade, transparência e compromisso com o interesse público." Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM
Leucena: A árvore invasora trazida do México para alimentar gado que vai ser erradicada de Campo Grande image Nesta semana, foi sancionada lei que prevê a erradicação e substituição das árvores da espécie na cidade. A nova legislação estabelece multa de R$ 1000 para quem descumpri-la. Especialistas explicam que a planta exótica tem a capacidade de 'sufocar' a biodiversidade da flora nativa A árvore invasora vai ser erradicada de Campo Grande A leucena (Leucaena leucocephala), uma planta de aparência inofensiva e de história controversa, representa uma séria ameaça ao meio ambiente de Campo Grande. A espécie exótica, introduzida no ecossistema nativo por ação humana, será erradicada da cidade. Veja o vídeo acima. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Nessa quarta-feira (4), a lei municipal nº 7.418 foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP), tornando a eliminação e substituição dessas árvores uma obrigação em Campo Grande. Este novo marco é tido por especialistas como um passo importante para proteger a biodiversidade local. ❓🐂Como a árvore chegou no Brasil? - O especialista em ecologia e em árvores Milton Longo, explica que a planta chegou ao Brasil na década de 1970. Nativa do México, a espécie foi introduzida em Mato Grosso do Sul e outros estados como uma alternativa para alimentar o gado. 🌱🌿 Planta invasora e cultivo fora do controle - No entanto, o cultivo da leucena saiu do controle devido à capacidade de se espalhar rapidamente e dominar o ambiente, sufocando espécies de plantas nativas. Planta é agressiva ao ecossistema, diz especialista A planta chegou ao Brasil na década de 1970, vinda do México Reprodução Longo explica que a leucena é agressiva ao ecossistema nativo. A árvore libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor. Na prática, a leucena sufoca a vegetação nativa. “Ela é muito agressiva, tem um crescimento muito rápido e se espalhou por todos os fundos de vale aqui em Campo Grande — fundos de vale, beiras de rodovias, ruas — porque cresce rápido, domina o ambiente e forma essas florestas únicas, mono-dominantes, compostas por uma única espécie.” A pesquisadora Gisseli Giraldelli, bióloga e diretora da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, estuda a leucena há 15 anos e reforça que o crescimento descontrolado pode trazer riscos à saúde de todo o ecossistema. “Uma área que sofre a invasão das leucenas perde toda a biodiversidade e vira aquilo que a gente chama de deserto verde. Aparentemente você olha, fala ‘tá lindo, né, tá verdinho, tem uma mata ali’, e quando você chega lá é toda de uma espécie só. Então ela ameaça a fauna e a flora como um todo”, afirma. Giraldelli também destaca o impacto na saúde humana, já que a perda de biodiversidade em ambientes urbanos favorece o surgimento de doenças relacionadas ao desequilíbrio ecológico, afetando tanto a saúde quanto a economia. Lei para erradicação aprovada Foi sancionada a lei que prevê a erradicação e substituição das árvores da espécie na cidade. A nova legislação proíbe o plantio, comércio, transporte e produção da planta, e estabelece multa de R$ 1000 para quem descumpri-la. Além da multa, a nova legislação prevê um plano de mapeamento das áreas onde a espécie invasora está presente. As árvores serão mapeadas e substituídas por árvores dos ecossistemas nativos, a fim de minimizar os impactos sobre a biodiversidade local. O plano visa sensibilizar e engajar a comunidade na preservação ambiental. Para isso, promove a educação ambiental focada na conservação das espécies nativas e na conscientização sobre os riscos das espécies exóticas invasoras. Processo de erradicação é difícil Para os biólogos, a solução está no controle da planta por meio de manejo e monitoramento adequados. O biólogo Milton Longo complementa que erradicar e extinguir a leucena ainda é muito difícil, devido à alta viabilidade de suas sementes por muitos anos e à capacidade de rebrota imediata da planta. O manejo adequado inclui a remoção da leucena e a substituição por uma espécie nativa de crescimento rápido, a fim de promover sombreamento e inibir seu desenvolvimento, além da retirada da camada superficial do solo onde estão as sementes, que podem permanecer viáveis por até cinco anos ou mais. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: