Agência do Trabalho divulga 131 vagas de emprego em Petrolina e Araripina image As vagas são disponibilizadas diariamente pela Agência do Trabalho de Pernambuco. Carteira de Trabalho Divulgação Seteq A Agência de Trabalho de Pernambuco divulgou as vagas de emprego disponibilizadas para os municípios de Petrolina e Araripina , no Sertão de Pernambuco, nesta quinta-feira (5). As oportunidades são atualizadas diariamente pelo g1 Petrolina. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Concursos no WhatsApp. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Sedepe através da internet. O atendimento na agência Petrolina é na Agência de Trabalho, que funciona no Expresso Cidadão. Consultora de Recursos Humanos explica como abordar questões salariais com os patrões Leia também: Agência do Trabalho em Petrolina funciona no Expresso Cidadão Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 e (87) 9 9180-4065 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas Disponíveis Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE
Gasolina acumula redução, mas preços para o consumidor final crescem desde 2022 em Campinas; entenda image Dados da ANP mostram que preços na metrópole ficaram acima de R$ 6 de janeiro a maio de 2025, patamar que não era atingido desde junho de 2022. Impostos e demora no repasse podem explicar diferenças nos valores. Gasolina acumula redução, mas preços para o consumidor final crescem desde 2022 em Campinas Reprodução/EPTV A Petrobras anunciou a redução de R$ 0,17, o equivalente a 5,6%, no preço da gasolina a partir desta terça-feira (3), e, com o novo reajuste, a empresa acumula diminuição de R$ 0,22 por litro do combustível desde dezembro de 2022. Porém, dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os preços em Campinas ficaram acima dos R$ 6 de janeiro a maio deste ano, patamar que não era atingido desde junho de 2022. Entenda abaixo. O economista Pedro de Miranda Costa, do Observatório PUC-Campinas, aponta que, com o reajuste, os preços da Refinaria de Paulínia (Replan) se aproximam dos praticados em outubro de 2023. Com isso, a expectativa seria de que o valor nos postos se aproximasse ao da mesma época, ou seja, cerca de R$ 5,6. 📱 Siga o g1 Campinas no Instagram Reajuste Com o anúncio feito pela Petrobras, o preço médio da gasolina A vendida às distribuidoras passa a ser de R$ 2,85 por litro — uma redução de R$ 0,17, o equivalente a 5,6%. Os preços dos demais combustíveis permanecem inalterados. "Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de R$ 2,08/litro, uma redução de R$ 0,12 a cada litro de gasolina C", diz a nota da empresa. Ainda segundo a empresa, com o novo reajuste, a Petrobras acumula uma redução de R$ 0,22 por litro no preço da gasolina para as distribuidoras desde dezembro de 2022, o que representa uma queda de 7,3%. Repasses inferiores Apesar da redução acumulada, dados da ANP mostram que os preços da gasolina comum revendida nos postos de combustíveis de Campinas ficaram acima dos R$ 6, de janeiro a maio deste ano. Esse patamar não era atingido desde junho de 2022. Confira abaixo. Preços na bomba De acordo com o presidente da Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da metrópole (Recap), Emilio Martins, um dos fatores que pode explicar a diferença entre os preços da Petrobras e os praticados na revenda é a demora no repasse da redução por parte das distribuidoras. "Toda vez que mexe no preço da Petrobras, a revenda sofre na mão das distribuidoras. Quando sobe o produto, elas imediatamente sobem, muitas vezes, a mais do que deveria. Quando desce, o problema é inverso. Ele demora pra descer", afirma. Ainda segundo Martins, a redução só chega às bombas quando os postos de combustíveis têm acesso a valores menores. "Então, uma redução que deveria girar em torno de 10 a 12 centavos, tem revendedor que recebeu 4. Como é que faz? É um problema isso 'pra' nós", diz o presidente do sindicato. Além disso, segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam apenas cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores. LEIA TAMBÉM Maior refinaria do Brasil, Replan inicia operação em nova unidade capaz de ampliar produção de diesel A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores. São eles: Custos e margem de lucro de distribuidoras e revendedores; Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C; Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins; Imposto estadual (ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação. "O ICMS aumentou, o PIS, o Cofins aumentaram. E não é só o preço da gasolina da bomba, também tem um outro ingrediente que não é desprezível, que é o anidro. Quando o anidro sobe, ele influencia no preço também", avalia Martins. Em 2025 e 2024, o ICMS sobre a gasolina sofreu aumentos de R$ 0,10 por litro e de R$ 0,15 por litro, respectivamente. Em 2023, a mudança na cobrança do imposto já gerava a expectativa de aumento de 5% no combustível no Estado de São Paulo. De acordo com o economista Pedro de Miranda Costa, do Observatório PUC-Campinas, com o novo reajuste, os preços da Refinaria de Paulínia (Replan) se aproximam dos praticados em outubro de 2023. "Seria razoável supor que a gente almejasse chegar para esse nível de preço, nas distribuidoras e na revenda, o que na revenda fica próximo de R$ 5,6", avalia o economista. Gasolina registra queda de R$ 0,17 por litro VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.
Freira que viralizou após vender terços em bar de Goiânia diz que já foi criticada por sua escolha de vida: 'Dizem que é um desperdício' image A freira destacou que não vê dessa forma e que está firme em sua decisão. A jovem também afirmou que está feliz com sua escolha e que tem amor em fazer os trabalhos. Freira que viralizou nas mídias sociais por sua beleza vendia terços em bar de Goiânia, Goiás Arquivo pessoal/Kamila Cardoso A ex-modelo Kamila Cardoso, de 21 anos, conhecida como Irmã Eva, contou em entrevista ao g1 que algumas pessoas já questionaram sua decisão de se tornar freira, chegando a dizer ser um "desperdício". Eva destacou que não vê dessa forma e que está firme em sua decisão. "Várias pessoas até falam: 'Nossa, mas é um desperdício você ser [freira]', mas eu não acho. Eu acho que, em primeiro lugar nas nossas vidas, tem que ser ele, tem que ser Jesus. Então, antes de qualquer coisa na minha vida, eu quis colocar ele em primeiro lugar", declarou. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no Instagram A jovem também afirmou que está feliz com sua escolha e que tem amor em fazer os trabalhos sociais como freira, junto a outras irmãs de congregação. "A vida de uma irmã, diferente do que as outras pessoas pensam, é também fazer o trabalho de coração. Então, somos felizes através de Deus. Nossa vida é maravilhosa", destacou. LEIA TAMBÉM: CONHEÇA: De modelo mirim a órfã: veja como freira que viralizou após vender terços em bar de Goiânia seguiu caminho religioso MODELO E MISS: Freira que viralizou após vender terços em bar de Goiânia já foi modelo e miss; veja antes e depois ENTENDA: Freira que viralizou nas mídias sociais por sua beleza vendia terços em bar de Goiânia Por fim, Eva afirmou que não voltaria atrás em sua decisão e que vai manter sua escolha de vida. "Não importa o que aconteça, eu quero ficar com ele [Jesus]. Então, eu acho que também é importante, independentemente de vocação, sempre colocar Deus em primeiro lugar", pontuou. Repercussão Freira viraliza nas mídias sociais por sua beleza ao ser gravada vendendo terços A religiosa consagrada se tornou conhecida após ser filmada enquanto vendia terços em um bar de Goiânia . O vídeo viralizou após um cliente do comércio publicar nas redes sociais. Segundo Eva, ela e outras freiras já foram a várias cidades próximas vender os terços, dentre elas, Alexânia, Goiânia, Formosa e Pirenópolis. E sempre agradecem as vendas em uma rede social. “A gente achou interessante [o vídeo viralizar], porque é uma forma de evangelização, né. Muitos corações foram tocados a partir desse vídeo, então nossa proposta também é essa: levar Jesus, levar Nossa Senhora até as pessoas. É muito mais do que uma venda que a gente faz nesses lugares, é a caridade, é o amor de Jesus, o amor a Nossa Senhora, nosso projeto, todo o sistema”, pontuou Eva faz trabalhos sociais e arrecada fundos para a congregação católica Sancta Dei Genitrix, liderada pelo padre José Ribamar R. Dias, da qual faz parte. A comunidade religiosa é independente, por isso, não é associada à Igreja Católica Apostólica Romana. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
Quem é a cantora sertaneja que foi seguida e teve cabelo cortado por criminosos na frente de casa em SC image Advogado de Débora Amorim diz que ela foi imobilizada pelos braços e agredida com golpes na cabeça em Blumenau. Polícia Civil investiga o caso. Débora Amorim é cantora em Blumenau Redes sociais/ Reprodução A cantora sertaneja Débora Amorim, que foi atacada e teve o cabelo cortado por criminosos na frente da própria casa em Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, também trabalha como influenciadora digital e é seguida por mais de 37 mil pessoas em uma rede social. Na web, ela divulga a agenda artística, conta sobre suas composições e compartilha uma rotina de cuidados estéticos. Ela relatou ao g1 que as agressões aconteceram na última quinta-feira (29), ao chegar em casa após um dia inteiro de gravações. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a Polícia Civil investiga o caso. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Aos 31 anos, Débora possui músicas lançadas em plataformas de streaming de áudio e canta em shows, eventos e cerimônias de casamento na região. No canal em um site de vídeos, ela é descrita como uma profissional de personalidade marcante, que combina "autenticidade e carisma". A cantora começou a carreira no gospel, mas descobriu com o passar dos anos a paixão pelo sertanejo, gênero que escolheu também para escrever suas letras. A última música lançada, "Coração Judiado", tem cerca de 8 mil reproduções no Spotify e fala sobre um amor perdido e o arrependimento de quem ficou. Cantora e influenciadora Débora Amorim Redes sociais/ Reprodução Agressões Débora diz que foi seguida por uma dupla em uma motocicleta e agredida na frente da própria casa, após um dia inteiro de gravações. Imagens de câmera de monitoramento mostram a moto parando na frente do imóvel. Em seguida, Débora aparece abrindo a porta do carro e a dupla se aproxima dela. É possível ouvir a cantora pedindo socorro no fim da filmagem (assista abaixo). Cantora sertaneja é atacada por homens na frente de casa em Blumenau Segundo o advogado dela, Rodolfo Warmeling, Débora tinha acabado de chegar em casa, mas voltou para o carro, estacionado na rua, para buscar o celular que havia esquecido. Nesse momento, ela "foi violentamente atacada" por um dos homens. Um boletim de ocorrência foi registrado. O delegado Juliano Tumitan informou na quarta-feira (4) que solicitou as imagens para serem analisadas. Os suspeitos ainda não foram identificados. Leia também: SC entra em alerta vermelho para temporais e risco alto de granizo, alagamentos e enxurradas Homem de 33 anos morre após levar bolada no abdômen durante partida de futebol em SC Megaoperação faz subir para 216 número de presos em única investigação em SC O advogado detalhou que Débora foi agredida na cabeça por um instrumento contundente, semelhante a uma máquina de cortar cabelos. O suspeito também segurou a mulher pelos braços, a agrediu com golpes na cabeça e raspou parte do cabelo da cantora (veja foto abaixo). Ao perceber que o objeto não era uma arma de fogo, a mulher passou a pedir socorro e os agressores fugiram do local. Débora Amorim relatou que teve o cabelo cortado por criminosos que a seguiram até em casa em SC Arquivo pessoal Nas redes sociais, a vítima relatou que o pneu do carro dela já havia sido rasgado com uma faca no dia anterior às agressões. O veículo estava estacionado no local onde a cantora havia feito um evento. "Ao que tudo indica, os mesmos suspeitos, mediante a utilização de uma faca, rasgaram os pneus do carro da vítima que se encontrava em local diverso de onde ocorreu às agressões", disse o advogado. A Polícia Civil apura a relação entre os dois acontecimentos. Em nota, o advogado disse que a cantora precisou mudar de casa, alterar a agenda de shows e passar a ser acompanhada por médico e psicólogo. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias
Trend de homens dando 'boa noite' para amigos viraliza no TikTok — e até Ed Sheeran entra na onda image Vídeos com ligações entre amigos antes de dormir misturam humor, afeto e vulnerabilidade masculina e já somam milhões de visualizações nas redes. Trend de homens dando 'boa noite' para amigos viraliza no TikTok “Só liguei pra te desejar boa noite e bons sonhos”. A frase simples e inesperada virou tendência no TikTok — e está rendendo risadas, emoção e milhões de visualizações nas redes sociais. Na nova trend, homens surpreendem os amigos com uma ligação antes de dormir, só para demonstrar carinho. A atitude, rara entre amigos do sexo masculino, vem provocando reações diversas: tem quem caia na gargalhada, quem fique desconfiado e até quem se emocione de verdade. Um dos comentários em um vídeo da trend. Reprodução/ TikTok O movimento começou nos Estados Unidos, passou pela França e já chegou ao Brasil. A hashtag #boanoiteamigos somava mais de 28 mil publicações no TikTok até a segunda-feira (2). Até famosos entraram na brincadeira. Na sexta-feira (30), o cantor britânico Ed Sheeran publicou um vídeo no TikTok em que liga para o amigo, o cantor escocês Lewis Capaldi, para desejar boa noite. “Só quero que você saiba que é amado e querido”, diz Sheeran. Capaldi responde: “Boa noite, meu amigo especial, te amo”. A conversa, em tom leve e cheia de carinho, rendeu mais de 17 milhões de visualizações, dois milhões de curtidas e 100 mil compartilhamentos (veja abaixo). Initial plugin text De onde veio a trend? A nova tendência surgiu e ganhou força com vídeos de pessoas anônimas, como o americano Will Garavelli, filmado em meados de maio pela esposa, Miranda Faye. Ele liga para quatro amigos com o mesmo objetivo: desejar boa noite. As reações são tão espontâneas quanto diversas — de gargalhadas a momentos de silêncio emocionado. “Você tava pensando em mim de verdade?” e “Também te amo” são algumas das respostas que ele recebeu. O vídeo de Will já ultrapassou 3 milhões de visualizações e 400 mil curtidas (assista abaixo). Initial plugin text Versão brasileira No Brasil, a trend também tem conquistado espaço. Um dos vídeos mais populares foi publicado no TikTok da Sarah Camargos. Nele, o seu noivo Matheus liga para um amigo para desejar boa noite. O amigo, surpreso com a demonstração de afeto fora do comum, responde preocupado: “Fala o motivo [da ligação]. Precisa de ajuda?” Initial plugin text Nos comentários, pessoas dizem que também ficariam preocupadas se recebessem uma ligação assim do nada. Afinal, demonstrações de carinho entre homens ainda são vistas como algo raro — e até suspeito: “'Boa noite, eu te amo' — o amigo já tá na tua porta em 5 minutos”, brincou uma usuária. “Se fosse um pedido de socorro, eu não saberia diferenciar”, comentou outro. A própria Sarah, dona da publicação, explicou nos comentários que teve que conversar com o amigo do namorado para tranquilizá-lo depois da ligação. "Ele ficou preocupado de verdade 🤣", disse. O vídeo, publicado na sexta-feira (30), já tem mais de 900 mil visualizações (veja acima). A #boanoiteamigos tem mais de 28 publicações no TikTok. Reprodução/TikTok 'Essa trend vai curar a epidemia de solidão' Nos comentários dos vídeos, o clima segue a mesma mistura de piada e afeto. Tem quem brinque com o lado romântico da trend: “O romance não morreu”, disse um usuário. Apesar do tom bem-humorado, a tendência também está abrindo espaço para reflexões mais profundas sobre afeto e masculinidade. “Isso mostra como fomos criados. Não sabemos demonstrar amor. Se fosse uma amiga ligando pra outra, o papo renderia muito mais”, comentou um usuário. “As pessoas não estão preparadas pra receber carinho!”, escreveu outra. Entre risadas e declarações de amizade, muitos destacam o impacto emocional positivo e até terapêutico da brincadeira: “Vamos curar a epidemia de solidão com uma trend ”, escreveu uma usuária. “Normalize falar ‘boa noite’ pros parças”, disse outro. “Amei esse desafio! Vamos normalizar homens demonstrando carinho uns pelos outros 💥💥💥”, comentou outra. Em nova trend das redes sociais homens ligam para amigos para desejar boa noite. Reprodução/TikTok Veja mais: Veo 3, IA de vídeos realistas do Google, bomba nas redes, mas preocupa usuários: 'Imagina nas eleições' Fim das robocalls? Veja se o seu celular é compatível com nova ferramenta contra golpes por telefone Chudai: criadores de conteúdo 18+ usam termo indiano para promover sexo no X
Trump pode dar empurrão no acordo do Mercosul-UE com tarifaço? image A ameaça do presidente americano de aplicar tarifas de 50% sobre as importações da União Europeia, uma escalada de sua guerra comercial, pode reduzir a resistência da França a aceitar o acordo, avaliam especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Tarifas de Trump têm levado à escalada de guerra comercial global. Getty Images via BBC A ameaça do presidente americano, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre as importações da União Europeia (UE), uma escalada de sua guerra comercial, pode reduzir a resistência da França a aceitar o acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, na avaliação de especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. O assunto deve ser um dos focos da visita de Estado do presidente Lula à França a partir desta quarta-feira (4/6). Apesar das boas relações bilaterais, o líder francês, Emmanuel Macron, declarou em inúmeras ocasiões sua oposição categórica ao tratado de livre comércio concluído em dezembro passado em Montevidéu, no Uruguai, reiterando que o texto finalizado, após 25 anos de discussões, é "inaceitável". A entrada em vigor do texto ainda depende da aprovação de outras instâncias da UE. "A decisão americana de aumento das tarifas é muito violenta, com forte impacto em países como a França e a Alemanha, e suscita reflexões estratégicas na Europa sobre a necessidade de buscar parceiros comerciais diferentes", afirma Antoine Bouët, diretor do Centro de Estudos Prospectivos e Informações Internacionais (CEPII) e professor de economia da Universidade de Bordeaux. "Do lado francês, pode haver uma reconsideração da posição em relação ao acordo com o Mercosul." Inicialmente, em fevereiro, os EUA anunciaram tarifas de 25% sobre os produtos europeus. Depois em maio elas passaram para 50% e deveriam entrar em vigor em 1° de junho. Mas após uma nova reviravolta, Trump recuou e adiou o ultimato para 9 de julho. No entanto, no caso do aço e do alumínio, o presidente americano declarou na sexta passada que a alíquota de 50% já seria aplicada nesta semana. "O setor industrial francês, sobretudo automotivo, de transporte e de vinhos, está inquieto com o novo cenário internacional e pressiona o governo para a aprovação do acordo com o Mercosul", ressalta Bouët. LEIA TAMBÉM Tarifas de 50% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; medida impacta o Brasil Nvidia desbanca a Microsoft e se torna a empresa mais valiosa do mundo; veja lista 'Gambiarra' russa: como são os drones com cabos de fibra óptica usados na guerra Macron tem feito oposição ao acordo Mercosul-UE. Getty Images via BBC A oposição do governo francês ao texto é motivada pela pressão dos agricultores, que alegam ter de cumprir exigências sanitárias e ambientais mais rigorosas de produção e denunciam a concorrência, que poderia destruir milhares de empregos. Ecologistas também se opõem ao texto. As autoridades francesas temem novos protestos agrícolas como os que ocorreram no ano passado e que bloquearam eixos centrais de rodovias no país. Macron teria ficado tão furioso com a conclusão das negociações que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que participou da cúpula em Montevidéu, não compareceu à cerimônia de reabertura da catedral Notre-Dame em dezembro, que ocorreu um dia depois do evento no Uruguai, embora sua presença estivesse inicialmente prevista. A imprensa francesa comentou que Macron teria decidido retirar o convite. Para ser ratificado, o acordo com o Mercosul precisa ser aprovado pelo Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado e de governo do bloco. Para bloquear o texto, é necessário somar quatro países que representem 35% da população da União Europeia. A Polônia se juntou à França e a Itália também declarou, antes da crise desencadeada pela nova política tarifária dos EUA, sua oposição ao tratado. Uma outra etapa é receber o sinal verde do Parlamento Europeu. "O governo francês se opõe ao acordo em razão do clima político na França. Macron e membros do governo se mostraram no passado favoráveis ao livre comércio. O presidente não é categoricamente contra. É uma tentativa de alinhamento em relação à opinião pública", afirma o economista Rémi Bourgeot, pesquisador ligado ao Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (IRIS), com sede em Paris. "A guerra comercial vai no sentido de colocar o acordo na rampa de lançamento. A situação internacional pode ser um pretexto para acelerar sua ratificação e ele será adotado de uma maneira ou de outra", afirma Bourgeot, ressaltando, no entanto, que o governo francês está em uma situação precária, sem maioria no parlamento, e que aceitar algo em que até então havia uma posição de hostilidade o deixaria ainda mais fragilizado. Segundo Bourgeot, Macron tentaria modificar um pouco o acordo com o Mercosul para poder dizer que obteve tal concessão, mesmo que mínima. No início de abril, o ministro francês das Finanças, Éric Lombard, reconheceu que em razão da ameaça americana de tarifaços e de seu impacto sobre o comércio internacional é preciso "apressar" as discussões sobre o acordo com o Mercosul, em um raro aceno à eventualidade de uma mudança na posição francesa. Lombard fez essa declaração em um encontro em Paris com o ministro brasileiro da Fazenda, Fernando Haddad. Ao mesmo tempo, o francês reiterou a oposição francesa à ratificação do acordo, afirmando que faltam ajustes para concluí-lo. Eles envolvem, de acordo com o francês, "a questão da pegada ecológica, a área industrial e também assuntos relativos à agricultura." "Compartilhamos com o Brasil o desejo de desenvolver o multilateralismo e o projeto de acordo com o Mercosul se insere nesse contexto", afirmou na ocasião o ministro francês. Lula faz visita de Estado à França em momento de tensão com os EUA. Getty Images via BBC O presidente do Banco Central francês, François Villeroy de Gaulhau, informou recentemente Macron que o acordo com o Mercosul poderia "amortecer o choque" dos impactos tarifários vinculados à guerra comercial de Trump. O professor de economia da universidade Sorbonne Paris Nord e pesquisador do Iris, Philippe Barbet, diz à BBC News Brasil que o acordo com o Mercosul é equilibrado e favorável ao setor industrial europeu e mais ainda ao de serviços. No caso da agricultura, ele representa um problema para os produtores de cereais e de carne, embora a carne do Mercosul represente apenas 1,3% do consumo na França, diz ele, e uma vantagem para outros setores agrícolas, como o de vinhos e queijos. "Os acordos comerciais não estão mais na moda na França", diz Barbet, ressaltando que é complicado para o governo francês recuar de sua posição. "A situação política na França não permite", diz. Segundo o economista, não haveria mudança de opinião do governo francês em razão das tarifas anunciadas por Trump, que tornam, na avaliação de Barbet, o acordo da UE com o Mercosul ainda mais importante. "A agricultura francesa atravessa uma crise profunda e o lobby agrícola francês é muito potente. Há também uma ligação muito forte dos franceses com esse setor." Ele destaca que se a França conseguir obter alguma mudança, ainda que simbólica, do texto, como por exemplo um maior controle dos produtos do Mercosul nas fronteiras do bloco, isso poderia facilitar uma mudança de posição do governo. "O acordo será finalizado porque a França não vai conseguir bloqueá-lo. O país está relativamente isolado", afirma Barbet. Ele evoca ainda a possibilidade de que nos bastidores a França poderia não se empenhar para obter o apoio de outros países para conseguir o bloqueio do texto, sem precisar, oficialmente, mudar de posição. Lula já está em Paris para viagem de uma semana à França Do lado francês, pouco antes da chegada do presidente Lula a Paris, o discurso continua o mesmo. "A França não mudou sua oposição ao acordo como Mercosul, apesar da alta das tarifas alfandegárias americanas. Pensamos que esse acordo não é bom para a economia francesa e, em particular, para os consumidores e produtores agrícolas europeus", disse à BBC News Brasil uma fonte diplomática da França. "Não somos contrários por princípio aos acordos comerciais. Analisamos caso a caso o resultado das negociações em função de nossos interesses. É por essa razão que nos opomos ao acordo com o Mercosul, que no estado atual não é satisfatório", acrescenta a fonte diplomática francesa. "Devemos ter uma agenda comercial europeia que seja coerente com nossa agenda regulamentatória e climática", ressalta a fonte. No ano passado, a França foi o 29° principal destino das exportações brasileiras, enquanto a França foi a 8ª maior fornecedora do Brasil. A balança comercial entre os dois países, de cerca de US$ 9 bilhões no ano passado, é favorável para a França. Ela foi impulsionada pelo aumento de 11% nas importações do Brasil, que atingiram US$ 6,1 bilhões, segundo dados do governo brasileiro. Já as exportações do país para a França ficaram estáveis, totalizando US$ 2,9 bilhões. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, declarou ter a expectativa de que o acordo comercial entre a UE e o Mercosul seja definitivamente concluído em dezembro. Resta saber como a posição francesa poderá evoluir nos vários encontros que Macron terá com Lula nos próximos dias na França.
Saiba o que fazer para proteger sua conta gov.br e evitar golpes image Capacidade de realizar diversos serviços do governo faz com que a conta gov.br seja alvo constante de criminosos. Funcionalidades como a verificação em duas etapas reforçam proteção ao perfil. Conta gov.br Reprodução/Banco Central A conta gov.br é a plataforma do governo brasileiro que dá acesso a serviços públicos como a carteira nacional de habilitação digital, a carteira de trabalho digital, Meu INSS e Valores a Receber do Banco Central, entre outros. 🕵️‍♀️ A capacidade de realizar diversos serviços do governo faz com que a conta gov.br seja alvo constante de criminosos. As fraudes incluem a invasão de perfis para fazer empréstimos com os dados das vítimas e técnicas para burlar a autenticação biométrica e obter informações dos usuários. PF suspeita que 3 mil contas do gov.br foram alvo de grupo que fraudava a biometria Veja alguns procedimentos que reforçam a proteção à sua conta: Conta no nível prata ou ouro Verificação em duas etapas Gestão de dispositivos Conta prata ou ouro A conta gov.br pode ter níveis ouro, prata e bronze. Essa última tem segurança mais básica e dá acesso a serviços digitais menos sensíveis, segundo o governo. Os níveis prata e ouro permitem o acesso a bancos credenciados e a serviços mais sensíveis, como o resgate de valores esquecidos nos bancos. Por isso, exigem mais segurança e também fornecem opções extras de proteção à conta. Para ativar funcionalidades de proteção como a verificação em duas etapas e a gestão de dispositivos (explicadas abaixo), o usuário precisa ter nível prata ou ouro. 👉 Veja aqui como aumentar o nível da sua conta gov.br. Verificação em duas etapas Também conhecida como autenticação em dois fatores, essa funcionalidade garante maior proteção ao perfil. Com ela, o usuário precisará inserir um código de acesso gerado no seu aplicativo gov.br sempre que acessar algum serviço com sua conta. Isso garante uma dupla proteção, porque mesmo que um criminoso tenha acesso ao seu CPF e senha, ele não conseguirá acessar a conta sem o código de segurança - que está disponível apenas no aplicativo instalado no celular. Como habilitar a verificação em duas etapas: faça login no app gov.br em seu smartphone (apenas pelo aplicativo); selecione "segurança da conta"; acesse a opção "verificação em duas etapas"; clique em "habilitar verificação em duas etapas". Agora, para acessar o gov.br, será preciso informar o código de acesso gerado em seu aplicativo além do CPF e da senha. Como obter o código para verificação em duas etapas: faça login no aplicativo gov.br pelo aplicativo; selecione "gerar código de acesso" — disponível na página de login, abaixo do item "entrar com gov.br" ou na página principal, em "serviços"; Se você estiver acessando o próprio aplicativo gov.br no smartphone, a opção "gere o código de acesso" aparece logo após inserir o CPF e a senha. Atenção: a única forma de obter o código de segurança é pelo aplicativo gov.br. O código da verificação em duas etapas não é enviado por SMS; Também não é possível utilizar autenticadores comuns, como o Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Free OTP ou Authy, para gerar esse código de acesso. Para o código ser gerado corretamente, é necessário que a data e a hora do dispositivo estejam sincronizadas com a rede. O usuário também tem a opção de dispensar o código de acesso em dispositivos que julgar confiáveis, como seu telefone celular ou computador pessoal. Para isso, basta marcar a opção “Não solicitar verificação em duas etapas novamente neste navegador” no momento de inserir o código. O dispositivo então constará como "autorizado", e o código não será solicitado nos próximos acessos feitos a partir dele (veja mais abaixo). Veja também: Três mil contas do gov.br foram alvo de fraude a biometria, diz PF PF investiga quadrilha que aplica golpes pelo aplicativo gov.br Analista dá dicas de como se proteger dos golpes em contas digitais na plataforma gov.br Gestão de dispositivos Essa ferramenta faz parte do processo de verificação em duas etapas e envolve os dispositivos autorizados. Para acessá-la, é preciso: fazer login no aplicativo gov.br; selecionar "segurança da conta"; clicar em "verificação em duas etapas", que aparecerá como "habilitada"; clicar em "dispositivos autorizados". A partir daí, o usuário pode: excluir os dispositivos autorizados; visualizar detalhes dos dispositivos autorizados; ver o histórico de acessos desses dispositivos à conta, com detalhes como data, navegador e IP (endereço que identifica o dispositivo na internet ou em uma rede local) utilizados. Atenção: o acesso por diferentes navegadores de internet, ainda que no mesmo aparelho, será considerado um novo dispositivo. VEJA TAMBÉM: Veja como abrir uma conta gov.br Como abrir uma conta gov.br Saiba mais: Reconhecimento facial, impressão digital, senha, PIN ou desenho: qual método de bloqueio deixa o celular mais seguro? Como compartilhar sua localização em tempo real pelo celular
Terrorismo, incompetência governamental e 'overstay': o que Trump argumenta para restringir cidadãos de 19 países nos EUA image Documento da Casa Branca afirma que medida visa impedir a entrada de terroristas nos EUA e outras ameaças à segurança nacional. Entenda qual a situação do Brasil neste contexto. Trump decide proibir entrada nos EUA de cidadãos de 12 países, como Afeganistão, Irã e Haiti O presidente Donald Trump assinou, nesta quarta-feira (4), uma medida que proíbe a entrada de cidadãos de 12 países nos Estados Unidos e impõe restrições a estrangeiros de outras sete nações. Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada por motivos de segurança nacional. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ▶️ Contexto: Trump já havia adotado uma medida semelhante durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Agora, de volta à presidência, ele voltou a endurecer as regras para a entrada de estrangeiros no país. A nova medida faz parte da estratégia do presidente para conter a imigração ilegal. Em 2023, antes da campanha presidencial, ele já havia prometido vetar a entrada de cidadãos de países considerados como uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. No documento publicado nesta quarta-feira, o presidente elenca uma série de motivos para restringir a entrada de cidadãos de 19 países. Além de alegações sobre terrorismo, o governo cita a incapacidade dos governos locais em garantir a emissão segura de documentos e realizar triagens adequadas. Também pesa contra esses países o alto índice de permanência irregular de seus cidadãos nos EUA — o chamado overstay. 🚫 Para cidadãos de 12 países, Trump estabeleceu proibição total de entrada nos EUA. São eles: Afeganistão, Chade, Congo, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Líbia, Mianmar, Somália e Sudão. ⚠️ Para outros sete países, existe uma restrição parcial. São eles: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela. Nestes casos, o governo dos EUA suspendeu a entrada de cidadãos com vistos de negócio, turismo, estudo e intercâmbio. Também houve a determinação para redução do tempo de validade para os demais vistos. Nas redes sociais, Donald Trump afirmou que a lista pode ser revisada a qualquer momento e que novos países podem ser incluídos. Veja a seguir os argumentos usados pelo governo dos EUA contra cada país afetado e entenda a situação atual do Brasil neste contexto. 🚫 Argumentos para proibição total Trump no Salão Oval da Casa Branca em 19 de maio de 2025 REUTERS/Kevin Lamarque ▶️ Afeganistão A Casa Branca afirmou que o Afeganistão não conta com uma autoridade central para a emissão de passaportes e documentos, tampouco dispõe de mecanismos eficazes de triagem e verificação de identidade. O governo também destacou que o país está sob o controle do grupo terrorista Talibã. Outro ponto levantado é a alta taxa de permanência irregular de cidadãos afegãos nos Estados Unidos — ou seja, muitos permanecem no país após o vencimento do visto. Os dados são de um relatório de 2023. Veja as taxas: Vistos de negócios/turismo: 9,7% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 29,3% ▶️ Chade O governo americano classificou como inaceitável a alta taxa de permanência irregular de cidadãos do Chade, que teria piorado entre 2022 e 2023. A Casa Branca afirma que os dados demonstram um "desrespeito flagrante" às leis imigratórias dos EUA. Veja as taxas: Vistos de negócios/turismo: 49,54% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 55,64% ▶️ Congo A Casa Branca também destacou a taxa elevada de cidadãos da República do Congo que permanecem nos EUA além do tempo autorizado. Confira: Vistos de negócios/turismo: 29,63% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 35,14% ▶️ Eritreia Os Estados Unidos questionam a capacidade da Eritreia de emitir documentos confiáveis e afirmam que o país se recusa a aceitar a repatriação de seus cidadãos deportáveis. Registros criminais de eritreus não são acessíveis ao governo americano. O governo também citou altas taxas de overstay. Confira a seguir: Vistos de negócios/turismo: 20,09% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 55,43% ▶️ Guiné Equatorial A Guiné Equatorial registrou uma das maiores taxas de permanência irregular entre estudantes e intercambistas. Veja: Vistos de negócios/turismo: 21,98% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 70,18% ▶️ Haiti A Casa Branca afirmou que o Haiti não tem uma autoridade central capaz de fornecer informações de segurança confiáveis. Ainda segundo o governo, a chegada de centenas de milhares de haitianos ilegais aos EUA durante a gestão de Joe Biden teria aumentado riscos de redes criminosas e ameaças à segurança nacional. A Casa Branca também citou as altas taxas de overstay. Confira: Vistos de negócios/turismo: 31,38% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 25,05% ▶️ Irã O Irã foi classificado como patrocinador estatal do terrorismo. O governo americano afirma que o país não coopera na identificação de riscos de segurança e se recusa a aceitar de volta seus cidadãos que precisam ser deportados. ▶️ Iêmen O governo dos EUA afirmou que o Iêmen não possui autoridade confiável para emissão de documentos ou capazes de controlar o próprio território. Desde março, o país tem sido alvo de operações militares americanas. ▶️ Líbia Os EUA apontam que a Líbia não possui uma autoridade competente para emissão de documentos. Segundo o governo, a presença histórica de grupos terroristas no país aumenta os riscos para segurança aos americanos. ▶️ Mianmar A Casa Branca apontou que Mianmar não coopera com o retorno de cidadãos que serão deportados, além de apresentar uma das maiores taxas de permanência irregular. Veja a seguir: Vistos de negócios/turismo: 27,07% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 42,17% ▶️ Somália A Casa Branca afirma que a Somália não tem controle efetivo sobre seu território e não possui uma autoridade central para emissão de documentos e triagem de segurança. O país também foi apontado como um refúgio seguro para grupos terroristas. Além disso, o governo dos EUA afirmou que a Somália não coopera para receber de volta cidadãos deportados. ▶️ Sudão Segundo o governo americano, o Sudão não tem capacidade ou cooperação suficientes para emissão de documentos confiáveis. Muitos cidadãos do país também ficam além do permitido nos EUA. Veja taxas: Vistos de negócios/turismo: 26,30% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 28,40% ⚠️ Argumentos para restrição parcial Tarifas de Trump têm levado à escalada de guerra comercial global. Getty Images via BBC ▶️ Burundi O governo dos Estados Unidos incluiu o Burundi na lista de nações com altas taxas de permanência irregular. Cidadãos do país frequentemente permanecem no país além do tempo autorizado pelos vistos. Veja as taxas: Vistos de negócios/turismo: 15,35% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 17,52% ▶️ Cuba Cuba foi classificada como Estado patrocinador do terrorismo. Segundo a Casa Branca, o governo cubano não compartilha informações de segurança com os EUA e se recusa a aceitar de volta cidadãos deportados. O governo cita ainda taxa significativa de overstay. Confira: Vistos de negócios/turismo: 7,69% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 18,75% ▶️ Laos Os Estados Unidos destacaram que o Laos tem um histórico de não cooperar com o retorno de seus cidadãos deportados. Além disso, foi registrado um alto índice de permanência irregular em vistos de turismo. Veja os dados: Vistos de negócios/turismo: 34,77% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 6,49% ▶️ Serra Leoa Serra Leoa também aparece entre os países que se recusam sistematicamente a receber de volta seus cidadãos em situação irregular. Segundo os EUA, também há um elevado número de cidadãos serra-leoneses que ultrapassam o prazo permitido pelos vistos. Veja as taxas: Vistos de negócios/turismo: 15,43% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 35,83% ▶️ Togo A Casa Branca apontou que Togo tem taxas relevantes de overstay, especialmente entre estudantes e participantes de programas de intercâmbio: Vistos de negócios/turismo: 19,03% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 35,05% ▶️ Turcomenistão O Turcomenistão registrou índices relevantes de permanência irregular entre os diferentes tipos de vistos. Confira os dados: Vistos de negócios/turismo: 15,35% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 21,74% ▶️ Venezuela Segundo os EUA, a Venezuela não conta com uma autoridade confiável para emissão de passaportes ou outros documentos civis e também se nega a receber de volta seus cidadãos que são deportados. O país também está entre os que possuem uma taxa relevante de overstay, de 9,83% para vistos de negócios e turismo. Como fica o Brasil? Passaporte brasileiro Agência Brasil O Brasil não foi incluído na lista de países com restrições anunciada pelo governo americano. Historicamente, as duas nações mantêm relações diplomáticas plenas e amistosas. Recentemente, no entanto, membros do governo dos Estados Unidos sinalizaram a possibilidade de aplicar sanções e restringir a entrada de algumas autoridades brasileiras que colaboram com a "censura" de americanos. Em relação às deportações, o Brasil costuma cooperar com as autoridades americanas para receber de volta cidadãos expulsos. Neste ano, por exemplo, o governo brasileiro enviou aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para buscar deportados nos Estados Unidos. Dados do próprio governo dos EUA indicam que o Brasil registra taxas relativamente baixas de permanência irregular, ou overstay. Em 2023, os índices foram os seguintes: Vistos de negócios/turismo: 1,62% Vistos para estudantes, profissionais ou intercambistas: 4,60% VÍDEOS: mais assistidos do g1