'Foi crime passional', diz pai de mulher que morreu após atentado na Grande Natal
<img src="https://s2-g1.glbimg.com/Ig6CBaJIwcjYUPfR0vFaWdXZJAo=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/T/2/MCjFMbTUypUvMF7Cfhzw/whatsapp-image-2025-05-13-at-00.01.29.jpeg"/> Caso aconteceu na noite de segunda-feira (12) na avenida Olavo Montenegro, entre os bairros Parque das Nações e Nova Parnamirim. Mulher foi socorrida, mas morreu nesta terça (13). Homem morreu e mulher ficou ferida após atentado a tiros na avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim.
Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi
"Foi crime passional. Crime de briga por ciúmes, de disse me disse", declarou o pai de Mariana Emmily Dantas de Souza, de 24 anos, vítima de um atentado a tiros que aconteceu na noite de segunda-feira (12) na avenida Olavo Montenegro em Parnamirim, na Grande Natal.
A jovem foi socorrida com vida, mas não resistiu e morreu na manhã desta terça-feira (13) no Hospital Deoclécio Marques. Namorado de Mariana, Jordan Matheus Leite de Castro, de 29 anos, morreu ainda no local do crime.
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Após a confirmação da morte da jovem, o pai da estudante deu entrevista à Inter TV Cabugi, mas pediu para não ser identificado. O homem acredita que a filha e o namorado foram mortos por motivo de ciúmes.
Essa também foi a versão apresentada por Mariana ao ser socorrida após o atentado, segundo testemunhas informaram à polícia.
"Ela morava com ele. Não eram casados, mas moravam juntos. Mariana era uma menina linda, que estudava, muito bem criada, uma menina que teve muito amor do pai da mãe, dos avós, fazia faculdade de direito. Uma menina bonita, de boas amizades. Um sorriso fácil", declarou o pai da jovem.
"Eu quero justiça. Eu quero que quem fez com minha filha seja preso. Todos os envolvidos, todos", disse o homem.
Em nota, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte informou que diligências para investigação do caso foram iniciadas ainda na noite de segunda (12).
A apuração é conduzida pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim, "que dará celeridade às apurações para elucidar as circunstâncias e identificar os responsáveis".
"A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima e segura pelo Disque Denúncia 181", informou a corporação.
Homem morreu e mulher ficou ferida após atentado a tiros na avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim.
Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi
O caso
O crime aconteceu na avenida Olavo Montenegro, entre os bairros Parque das Nações (conhecido como Coophab) e Nova Parnamirim. O veículo seguia no sentido à avenida Maria Lacerda.
Testemunhas relataram que os tiros partiram de um carro branco que emparelhou com o veículo das vítimas. Os disparos atingiram principalmente o lado do passageiro, onde estava a mulher. O autor dos tiros fugiu.
Após os disparos, o carro onde estavam as vítimas continuou em movimento. Motoristas relataram que se depararam com o carro trafegando de forma lenta e com os piscas alertas ligados.
Em determinado momento, o carro parou e a mulher desceu do veículo, pedindo socorro. Ela foi socorrida inicialmente por uma técnica de enfermagem que estava no trânsito até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
A mulher foi socorrida e levada ao hospital. Mesmo ferida, ela conseguiu relatar a testemunhas que o crime teria motivação passional.
Cápsulas de pistola foram encontradas e recolhidas por peritos do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep).
Homem morre e mulher é atingida em tiroteio em Parnamirim
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G1
'Foi crime passional', diz pai de mulher que morreu após atentado | G1
Mariana Emmily Dantas de Souza, de 24 anos, morreu após ser baleada junto com o namorado na avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim. Homem também...
Operação 'Vendeta' foi deflagrada nesta terça-feira (13) para desarticular grupo que praticava diversos crimes, como lavagem de dinheiro, homicídios e porte ilegal de arma. Suspeito de matar ex-policial a tiros de fuzil é preso em operação no Recife
Ao menos, cinco homens foram detidos durante uma ação policial na manhã desta terça-feira (13). De acordo com a Polícia Civil, os alvos da Operação "Vendeta" são suspeitos de integrar uma quadrilha que praticava diversos crimes, incluindo lavagem de dinheiro, homicídios e porte ilegal de arma (veja vídeo acima).
Segundo informações apuradas pela TV Globo, um dos investigados tem envolvimento na morte do ex-policial militar Heleno José do Nascimento, conhecido como Júnior Black, assassinado a tiros de fuzil em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em julho de 2023 (saiba mais abaixo).
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A 23ª Operação de Repressão Qualificada deste ano foi deflagrada pelo Grupo de Operações Especiais (GOE). A corporação informou que foram cumpridos quatro mandados de prisão e outros nove, de busca e apreensão no Recife e nas cidades de Jaboatão dos Guararapes, Caetés e Ipojuca, em Pernambuco, e em Campo Grande (MS).
Desde as 6h, cinco homens foram conduzidos à sede do GOE, que fica no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. Um deles foi liberado após prestar depoimento, enquanto outros entraram algemados. Entre estes, um foi levado sob um forte esquema de segurança.
A operação é realizada por 70 policiais, com apoio de equipes da Paraíba e do Mato Grosso do Sul. Até a última atualização desta reportagem, não foram divulgados detalhes sobre os crimes praticados pela quadrilha.
Assassinato de ex-PM
Vídeo mostra criminosos antes e depois de matarem ex-PM e mulher que passava na rua
Um dos alvos da Operação Vendeta é suspeito de matar a tiros de fuzil o ex-policial militar Júnior Black no dia 17 de julho de 2023. O crime foi filmado por câmeras de segurança (veja vídeo acima).
Ele estava dentro de um carro quando foi baleado na esquina entre as ruas Dr. João Guilherme Pontes Sobrinho e Ernesto de Paula Santos, no bairro de Boa Viagem. Uma mulher de 54 anos que passava no local também foi atingida pelos disparos e morreu no local.
Na época, a polícia investigava o envolvimento dele num tiroteio que deixou dois mortos no Sertão de Pernambuco poucos dias antes do crime.
Segundo a Polícia Militar, integrantes do Batalhão Especializado de Polícia do Interior (Bepi) entraram em confronto com dois homens armados que estavam dentro de um carro que furou um ponto de bloqueio policial na BR-316, entre os municípios de Salgueiro e Parnamirim.
A dupla foi baleada e levada a uma unidade hospitalar, mas ambos não resistiram aos ferimentos.
Imagem mostra Júnior Black horas antes de ser morto a tiros em Boa Viagem
Reprodução/Instagram
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Os dois países decidiram reduzir as tarifas de importação por 90 dias. Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, segundo maior exportador. Entenda como a trégua entre EUA e China impacta as exportações de soja do Brasil
Divulgação.
As vendas de soja do Brasil para o mercado chinês cresceram no início do ano em meio às trocas de tarifas de importação de mais de 100% entre EUA e China.
O Brasil é o maior fornecedor do grão para a China, mas compete por este mercado com os EUA, que é o segundo maior exportador para o país asiático.
Na segunda-feira (12), porém, os EUA e a China decidiram dar uma trégua e reduziram as tarifas recíprocas por 90 dias.
As taxas dos EUA sobre as importações chinesas passaram de 145% para 30%, enquanto a China reduziu de 125% para 10% a taxa sobre os produtos americanos.
Segundo economistas ouvidos pelo g1:
a pausa não deve diminuir as exportações de soja do Brasil para a China;
isso porque os EUA não têm grão para vender no primeiro semestre. A safra do país começa em outubro;
no entanto, os chineses devem aproveitar os 90 dias para fazer compras antecipadas dos EUA;
e isso pode reduzir alguns ganhos de exportadores brasileiros (entenda abaixo).
Brasil vai reduzir a exportação de soja para a China?
"Não. Para a safra de 2025, a China vai continuar mantendo os fluxos normais de compra do Brasil", diz Rafael Silveira, analista de mercado da consultoria Safras & Mercado.
"No primeiro semestre, a exportação brasileira vai se manter muito aquecida até porque não tem soja americana agora no mercado. O que tem de safra americana para exportar é velha e é muito pouco", detalha Silveira.
Sazonalmente, o Brasil colhe e exporta mais soja no primeiro semestre, enquanto a safra e as vendas dos EUA acontecem na segunda metade do ano, mais especificamente a partir de outubro.
No entanto, a China deve aproveitar a pausa de 90 dias para fazer compras antecipadas de soja dos EUA, mesmo que elas sejam entregues apenas no final do ano, explica Silveira.
Segundo ele, a taxa de 10% deixa a soja americana mais cara para os chineses, mas a tarifa inicial de 125% "inviabilizava" qualquer compra de grãos dos EUA por parte da China.
De qualquer forma, o novo cenário não deve reduzir o mercado de soja para o Brasil na China.
Desde o primeiro governo Trump (2017-2021), inclusive, os chineses vem reduzindo a sua dependência dos grãos dos EUA.
Qual é o impacto para o Brasil?
Com a redução de tarifa entre EUA e China, a demanda extra da China por soja brasileira tende a diminuir, e o impacto direto disso é na redução dos prêmios de exportação pagos pela soja nacional.
Esse prêmio é um valor adicionado (ágio) ou descontado (deságio) ao preço da soja negociado em Chigago, explica o sócio-diretor da Cogo Inteligência em Agronegócio, Carlos Cogo.
"O prêmio é definido diariamente em um mercado paralelo, que, embora tenha ligação direta com as oscilações do câmbio e dos contratos futuros de Chicago, obedece diretamente a fatores ligados à oferta e à demanda da soja brasileira, tanto internamente quanto externamente".
"Os prêmios [da soja] nos portos brasileiros estavam subindo porque havia uma demanda extra de soja por parte da China. Isso vinha já acontecendo há mais de um mês. Os prêmios estavam positivos em plena colheita, o que não é normal", diz Cogo.
"No dia de hoje [12 de maio], [em que houve acordo entre China e Estados Unidos] os prêmios começaram a declinar. Na verdade, começaram a declinar quando aqueceram as notícias de que eles estariam próximo a um acordo", acrescenta.
Apesar do recuo dos prêmios, o preço da soja na bolsa de Chicago fechou com alta de 1,81% na segunda-feira (12).
Silveira, do Safras, destaca que os prêmios de exportação da soja brasileira podem cair mais no segundo semestre.
"Era pra ser uma situação contrária. Pelo que estava se desenvolvendo, nós teríamos prêmios nos portos muito mais altos", diz o analista do Safras.
"A situação agora é que os prêmios podem reduzir frente a isso porque querendo ou não você tira um pouco de pressão da exportação brasileira. Não que a China vai deixar de comprar soja brasileira, mas você teria uma demanda adicional que pode não ocorrer", conclui Silveira.
EUA e China firmam acordo para reduzir tarifas recíprocas

Países reduziram temporariamente as chamadas 'tarifas recíprocas' durante 90 dias. Segundo especialistas, a pausa é apenas temporária e o acordo pode mudar muito até o final do prazo. EUA e China acertam trégua na guerra tarifária
O anúncio de uma trégua na guerra de tarifas entre Estados Unidos e China foi bem recebido por economistas e analistas do mercado financeiro, mas deve ter efeitos limitados e ainda incertos para destravar investimentos corporativos e o comércio internacional.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, apesar do alívio das tensões entre as duas maiores economias do mundo, a trégua não é uma medida definitiva e pode mudar ao final do prazo de 90 dias.
"É um prazo relativamente curto", diz Welber Barral, ex-secretário do comércio exterior e sócio-fundador da BMJ Consultores Associados.
"São três meses para que os dois países tentem fazer um acordo maior, envolvendo o acesso a mercados e a outros temas, além de uma eventual redução de tarifa. Por enquanto, não teremos grandes efeitos nos mercados ou nos negócios", completa.
O acordo, anunciado na madrugada desta segunda-feira (12), prevê que os dois países reduzam temporariamente as chamadas "tarifas recíprocas" por três meses.
As tarifas dos EUA sobre as importações chinesas cairão de 145% para 30%.
As taxas da China sobre os produtos americanos serão reduzidas de 125% para 10%.
Trump chegou a afirmar que as taxas voltariam a subir sem um acordo, mas destacou que as tarifas sobre produtos chineses não devem retornar para o patamar de 145% após o fim da pausa.
Veja abaixo o que analistas esperam como primeiros impactos do acordo na economia, no comércio exterior e no mercado financeiro.
Welber Barral: 'Houve muita pressão interna' para Trump recuar na política tarifária
Na economia
Desde a campanha, Trump tinha como uma das principais medidas econômicas o aumento de tarifas para produtos importados. A agenda protecionista do republicano visa favorecer e priorizar a economia doméstica dos EUA, limitando a concorrência estrangeira.
Mas altas taxas de importação podem acabar alterando a dinâmica do comércio entre economias importantes do mundo, além de encarecer os produtos e insumos de bens e serviços nos EUA.
Se a inflação local para o consumidor aumentar, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pode precisar iniciar um novo ciclo de alta de juros. A situação pode resultar em uma redução do consumo e uma desaceleração econômica, causando até uma recessão econômica no país.
Além disso, há preocupações sobre o impacto desse ambiente de pressão inflacionária e juros elevados em outros países, potencialmente levando a uma desaceleração global.
Mas Trump teve dois recuos importantes desde abril, quando anunciou o tarifaço. O primeiro foi a pausa de tarifas para os mais de 180 países afetados pelas tarifas recíprocas. Depois, a conciliação com a China.
Segundo Leonardo Monoli, diretor de investimentos da Azimut Brasil Wealth Management, essa trégua acaba sendo um "teste decisivo" para o futuro das relações comerciais entre as duas maiores potências globais, e o mercado deve avaliar os impactos na economia do restante do mundo.
"Parece que evitaram o pior cenário, de fracasso das negociações. Com isso, abrem um caminho para tentar algo positivo", afirma.
"O presidente do Fed tem discurso nesta semana e, diante da nova conjuntura, será importante verificar como poderá validar uma mudança de cenário."
No mercado financeiro
Como sempre, quem reage primeiro é o mercado financeiro. O dólar voltou a ganhar força assim que investidores passaram a avaliar que os riscos da economia dos EUA se reduziram.
Os títulos públicos norte-americanos (as Treasuries) subiram, houve um maior otimismo nas bolsas de valores do mundo todo, e até uma valorização das commodities.
"É um acordo ainda recheado de detalhes a serem explicados, mas já é um avanço considerável e os mercados se mostram bastante aliviados desde o anúncio", diz o economista sênior do Inter, André Valério.
Em geral, a trégua é vista como benigna, uma vez que diminui a incerteza sobre o crescimento da economia global, em especial a dos Estados Unidos.
Os riscos de uma recessão e de uma estagflação (quando há inflação alta e crescimento econômico baixo) ficaram bem menores, e esse era um dos temores do Fed em sua última decisão de juros.
"O movimento pode ser visto como uma correção do mercado, ajustando os excessos após reagir a uma desaceleração mais pronunciada do dólar, especialmente após o anúncio de tarifas", afirma Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.
Para os especialistas, ainda há bastante incerteza sobre qual será o acordo definitivo entre EUA e China após o "cessar-fogo tributário". Um retorno das desavenças pode trazer desconforto para o mercado ao longo dos próximos três meses, aumentando a volatilidade dos investimentos.
"Os desafios estruturais permanecem. O mercado, embora animado, continuará demandando clareza e avanços concretos nas próximas semanas para sustentar o atual apetite por risco", explica Monoli, da Azimut.
"O dólar apresenta recuperação inicial, mas ainda não deve significar uma retomada estrutural, refletindo a cautela dos investidores diante da complexidade das negociações."
Para Sene, da Rico, o acordo não garante estabilidade a longo prazo, algo muito caro para investidores. Assim, a postura será mais analítica. "O acordo foi um passo importante, mas o tema ainda deve continuar gerando instabilidade, e isso exigirá um portfólio de investimentos mais equilibrado", diz a analista.
Nas empresas e no comércio exterior
Se o mercado financeiro promete parcimônia, as empresas e o comércio internacional serão ainda mais cuidadosos. Os especialistas avaliam que o acordo tende a gerar um otimismo apenas para o curtíssimo prazo.
"Não veremos um grande efeito sobre as exportações e tudo vai depender do que os dois países acertarem nesses 90 dias", explica Barral, da BMJ. "Por enquanto, todo mundo vai esperar para ver".
Parte do argumento de Trump para a imposição das tarifas sobre as importações de seus parceiros comerciais é a maior atração de negócios para os EUA.
Para os especialistas, no entanto, a conta não fecha, uma vez que qualquer investimento nessa magnitude levaria anos — e milhares (ou milhões) de dólares para ser concluído.
De acordo com o economista e professor da Fipecafi, Hudson Bessa, o anúncio de acordo entre os dois países melhorou o humor dos empresários e do mercado neste primeiro momento, já que uma conversa mais amigável entre os dois líderes "não é desprezível" no atual cenário.
Para ele, porém, isso não significa um aumento dos investimentos ou das compras internacionais com contratos de longo prazo.
"Esses 90 dias vieram como uma janela de oportunidade, em que os empresários tentarão evitar custos. Então, o que pode acontecer é que isso se traduza em um lampejo de melhora", afirma Bessa.
"Assim, se virmos um aumento das compras internacionais ou investimentos nesse trimestre, por exemplo, o mercado precisará entender qual leitura fazer: se avaliarão pelo lado de que a economia dos EUA está melhorando ou se irão ver como uma compra por oportunidade, para evitar as tarifas", completa.
Donald Trump, presidente dos EUA, e Xi Jinping, presidente da China, em foto de 29 de junho de 2019
Reuters/Kevin Lamarque


Iniciativa oferece vagas gratuitas para cursos como robótica, drones e marketing digital, voltados a jovens de comunidades periféricas de Manaus. Curso de Robótica Educacional do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação
Semuc/Divulgação
A CUFA (Central Única das Favelas) do Amazonas está com inscrições abertas para cursos gratuitos voltados à capacitação tecnológica e profissional de jovens e adolescentes. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Nobre e oferece 20 vagas por turma.
Entre as opções de cursos estão:
Robótica Educacional
Pilotagem de Drones
Marketing Digital
Fotografia
Programação de Aplicativos
Manutenção de Computadores
Tecnologia Quântica
As aulas serão presenciais, com duração de 1h30 por semana, sempre aos sábados, na sede da CUFA Amazonas, localizada na avenida Joaquim Nabuco, 2274 – Centro.
As vagas são prioritárias para moradores de comunidades periféricas de Manaus, com idade a partir de 15 anos. A proposta é promover inclusão digital, incentivar o empreendedorismo e preparar os alunos para o mercado de trabalho.
Como se inscrever
Os interessados devem preencher o formulário disponível no link:
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Evento segue até domingo (18) e conta com atos religiosos, apresentações culturais, oficinas, seminários, feiras e rodas de conversa, em Santo Amaro. Bembé do Mercado, em Santo Amaro, no recôncavo baiano
Divulgação/Vinicius Xavier
O tradicional Bembé do Mercado, maior candomblé de rua do mundo, completa 136 anos em 2025 e segue até domingo (18), em Santo Amaro, no recôncavo do estado, com uma programação que reúne atos religiosos, apresentações culturais, oficinas, seminários, feiras e rodas de conversa.
Na terça-feira (13), acontece a abertura oficial do evento, com uma cerimônia que tem início às 5h com alvorada e hasteamento da bandeira no Largo do Mercado. Em seguida, acontece a lavagem do busto de João de Obá e um café da manhã comunitário.
Ao decorrer do dia, ocorrem diversas manifestações culturais, apresentações de samba de roda e a cerimônia de abertura oficial com autoridades locais, estaduais e representantes dos povos de santo.
Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), o Bembé do Mercado reúne mais de 60 terreiros de candomblé em celebrações públicas, cortejos, oficinas, seminários, feiras, apresentações artísticas e atos religiosos.
A programação oficial conta com mais de 65 atividades gratuitas, incluindo cortejos, xirês, missas, exposições, lançamentos de livros e apresentações de samba de roda.
Um dos pontos altos da programação é a tradicional entrega dos presentes às orixás Iemanjá e Oxum na Praia de Itapema, marcada para o domingo (18), no encerramento da festa.
Programação:
Terça-feira, 13 de maio:
05h - Alvorada e hasteamento da bandeira
Local: Largo do Mercado
6h - Lavagem do busto de João de Obá
Local: Largo do Mercado
15h30 - Cerimônia de abertura oficial das celebrações civis do Bembé do mercado
Local: Largo do Mercado
10h às 18h - Exposição: Sabejé Ojú Onirê, de babá Geri
Local: Largo do Mercado
19h - Xirê de abertura
Local: Largo do Mercado
Quarta-feira, 14 de maio:
10h às 20h - Exposição de fotografias: Rotas do Recôncavo
Local: Largo do Mercado
19h - Xirê e Amalá de Xangô
Local: Largo do Mercado
Quinta-feira, 15 de maio
10h às 20h - Exposição de fotografias: Rotas do Recôncavo
Local: Largo do Mercado
14h às 21h - 3° Feira Empreendendê de Economia Criativa e Solidária
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Artesanato da Bahia: tradição, ancestralidade e renda
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Fuzuê
Local: Mercado do Peixe
Sexta-feira, 15 de maio
18h às 20h - Lançamento dos livros: "Os iniciados no mistério não morrem", de Fábio Lima; "Okorinodê e o Bembé do Mercado", de Murillo Pereira; e "Os Baianos", de Armando CR
Local: Largo do Mercado
18h às 20h - Exibição do filme "Pai Pote, o filho de Ogum", de Laís Lima
Local: Praça da Purificação
18h às 22h - Exposição: A festa aos olhos do Rei, de Roque Boa Morte
Local: Largo do Mercado
14h às 21h - 3° Feira Empreendendê de Economia Criativa e Solidária
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Artesanato da Bahia: tradição, ancestralidade e renda
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Fuzuê
Local: Mercado do Peixe
Sábado, 17 de maio
17h às 19h - Exibição de mini doc e debate “Memórias da paisagem ancestral do Subaé: entre árvores, águas e terreiros”; e exibição dos filmes “Ser Árvore” e “O canto do Rio”
Local: Auditório do Arquivo Público
14h às 21h - 3° Feira Empreendendê de Economia Criativa e Solidária
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Artesanato da Bahia: tradição, ancestralidade e renda
Local: Mercado do Peixe
14h às 21h - Feira Fuzuê
Local: Mercado do Peixe
20h - Chegada dos presentes de Oxum e Iemanjá
Local: Largo do Mercado
Domingo, 18 de maio
15h - Saída para entrega dos presentes
Local: Largo do Mercado
História
O Bembé do Mercado teve início um ano após a abolição da escravatura. A festa é reforçada pelos praticantes como um culto às divindades das águas representadas por Iemanjá e Oxum, sendo também momento de agradecer a proteção individual e coletiva.
São três momentos cerimoniais: os ritos ligados ao fundamento da festa (as cerimônias para os ancestrais, o Padê de Exu, o Orô de Iemanja e Oxum); o Xirê do Mercado; e a entrega dos Presentes destinados a Iemanjá e a Oxum.
Existem diversas teorias sobre o uso do nome Bembé, quase todas assentadas nos processos da diáspora africana – que é o nome dado à imigração forçada de homens e mulheres do continente.
Entretanto, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com os praticantes mais antigos, indica que o nome deriva de candomblé́.
A escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis vai retratar o Bembé do Mercado como enredo do carnaval 2026. O tema é assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo.
Bembé do mercado movimenta Santo Amaro
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Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻
